A curiosa visão de Eric Clapton sobre o Pink Floyd na fase Syd Barrett
Por Bruce William
Postado em 22 de abril de 2025
O Pink Floyd que entrou para a história como um dos nomes mais importantes do rock progressivo é bem diferente da banda que surgiu na cena londrina dos anos 1960. Antes dos álbuns conceituais e das turnês monumentais, o grupo liderado por Syd Barrett era uma atração psicodélica experimental que surpreendia mais pelo clima caótico e livre do que pela busca por perfeição musical. E foi exatamente esse lado que chamou a atenção de Eric Clapton em 1968.
Eric Clapton - Mais Novidades
Em entrevista com a Rolling Stone naquele ano, Clapton falou sobre o grupo com certo fascínio. "Grupo muito estranho. O mais próximo que vocês teriam disso aqui - bem, nem consigo pensar em um grupo que se compare. Muito freaky", disse ele. Apesar do rótulo comum na época, ele não considerava o Floyd exatamente psicodélico: "Eles não são realmente psicodélicos. Fazem coisas como tocar um set de uma hora que é uma única música. Estão envolvidos com muitas coisas eletrônicas."
Mas o tom não era de crítica, pelo contrário. Clapton destacou que o Pink Floyd, na época, passava uma sensação positiva e despretensiosa: "Eles também são muito engraçados. São legais, realmente são um grupo muito legal. Não são ambiciosos e te dão uma sensação boa ao vê-los. Não estão tentando empurrar nada."
É curioso perceber que, mesmo dentro de um cenário criativo e ousado como o de Londres em 1967–68, o Pink Floyd era considerado "muito estranho" até por músicos como Clapton, que viviam intensamente aquela cena. A percepção de que o grupo fazia longas improvisações, usava elementos eletrônicos e não buscava o estrelato comercial era uma descrição fiel ao que o Pink Floyd era antes da saída de Syd Barrett e da chegada do conceito como linha condutora.
Décadas depois, esse Pink Floyd inicial seria lembrado como uma das expressões mais puras da psicodelia britânica, enquanto o próprio Clapton também passaria por transformações profundas. Mas em 1968, ainda era tempo de tentar compreender o que, exatamente, aquele estranho grupo estava tentando fazer - se é que estavam tentando fazer algo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A reação de Jason Newsted ao ouvir uma música de "St. Anger" no rádio
O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Dragonforce anuncia seu novo disco de estúdio e lança o single "Hunger of the Beast"
Dave Mustaine revela o gesto de James Hetfield em seu momento mais difícil
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
O melhor disco do Judas Priest, de acordo com a Metal Hammer
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
Blaze Bayley fala sobre mudanças de vida após infarto em 2023
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Usina da capa de "Animals", do Pink Floyd, se tornará espaço para shows
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
A curiosa opinião de Humberto Gessinger sobre o Supertramp

10 rockstars que já estão na casa dos 80 anos de idade e seguem na estrada
Como o fim de um dos maiores supergrupos abriu caminho para um clássico que antecipou o metal
Os músicos que Eric Clapton continua ouvindo para nunca esquecer o que realmente importa
A banda que Eric Clapton não compreendia, e queria tocar com eles pra ver como funcionava
A canção dos anos 70 que Eric Clapton até hoje custa a acreditar que escreveu
Eric Clapton abre turnê resgatando música que não tocava há mais de 50 anos
O álbum de Eric Clapton que ele apostou que seria um fiasco, e vendeu 26 milhões de cópias
A lenda da música que agradeceu a Deus por ter caído nas graças de Clapton e Richards
Eric Clapton sobre um guitarrista de jazz que inveja: "Ele é um gênio!"
O Deus da Guitarra que Ritchie Blackmore não curtia: "prefiro quando ele canta"


