O tipo de show que o Rush jamais faria, de acordo com Geddy Lee
Por Bruce William
Postado em 31 de maio de 2025
Nos anos 1990, o formato acústico virou tendência com o sucesso do MTV Unplugged. Vários gigantes do rock toparam o desafio, desde Eric Clapton até Nirvana. Mas uma banda que sempre se manteve distante desse tipo de proposta foi o Rush, e pelos seus próprios motivos.
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Com músicas baseadas em arranjos complexos e uma das seções rítmicas mais respeitadas do rock, o trio canadense nunca viu sentido em adaptar seu som para algo que eliminasse justamente a força instrumental que os definia. Geddy Lee foi direto ao ser questionado sobre a possibilidade de um Unplugged: "É altamente improvável".
Apesar da resposta seca publicada na Far Out, Geddy não descarta completamente a ideia de versões mais enxutas. "Eu não me importaria de fazer algumas músicas de forma um pouco mais despojada, acho que seria divertido. É legal abordar sua música por outro ângulo. É algo que a gente comenta de vez em quando — talvez ao vivo, uma ou outra faixa num formato mais simples. Mas não me vejo fazendo mais do que algumas músicas assim durante um show."
Para ele, o máximo que faz sentido é incluir trechos acústicos como elementos pontuais dentro de um espetáculo maior. Isso ajudaria a criar variações de clima, momentos de respiro antes de retomadas mais explosivas. Uma quebra de tensão bem encaixada, e não uma reinvenção total do show.
Geddy sabe que há beleza em certos arranjos minimalistas, mas o Rush sempre funcionou como um conjunto elétrico, sincronizado e técnico, onde cada instrumento tem espaço vital. Reduzir tudo a um violão soaria, no mínimo, como uma limitação forçada. Não é à toa que a banda nunca cedeu à moda dos acústicos televisionados. O próprio Geddy reconhece que algumas canções do Rush poderiam ganhar momentos mais simples, como "Resist", que já foi apresentada com violões na turnê de Test for Echo. Mas transformar isso em um show inteiro nunca fez sentido para eles.
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