O baterista vegetariano que comeu carne sem saber e com isso ajudou a moldar o som do metal
Por Bruce William
Postado em 19 de maio de 2025
Lançado em 1978, "Stained Class" marcou o início da fase mais pesada, veloz e técnica do Judas Priest. A sonoridade do disco influenciaria gerações seguintes de bandas de heavy metal, do thrash ao power metal. Parte fundamental dessa guinada foi a entrada do baterista Les Binks, que estreava em estúdio com o grupo.
Binks era preciso, exigente e extremamente focado. Durante as gravações, reafinava a bateria a cada 20 minutos para manter o som impecável. A introdução explosiva de "Exciter", com sua batida de bumbo duplo, nasceu dessa obsessão — e tornou-se um marco na história do metal. Glenn Tipton afirmou: "Se a bateria está empolgante, as músicas ficam empolgantes."
Mas mesmo com toda essa seriedade, Les acabou virando alvo das brincadeiras dos colegas. Conhecido por ser vegetariano — ou pelo menos identificado assim na banda —, ele foi vítima de uma pegadinha recorrente nos bastidores. "Les era vegetariano, então a gente jogava um pedacinho de presunto na sopa dele só pra divertir o pessoal da cozinha", revelou Tipton à revista Classic Rock.
Não há outros registros que confirmem detalhes sobre os hábitos alimentares de Binks, mas é provável que ele seguisse o padrão mais comum da época: evitava carne, mas talvez ainda consumisse caldos ou laticínios. De todo modo, ninguém esperava que ele encontrasse um pedaço de porco boiando discretamente no prato.
Ainda assim, seu legado ficou. A performance de Les Binks em "Stained Class" ajudou a moldar o som moderno do Judas Priest e pavimentou o caminho para álbuns como "Killing Machine" e "Painkiller". Ele só não imaginava que, no meio do processo, também entraria sem querer para a lista de músicos vegetarianos que comeram carne - sem querer.
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