A pior parte de ser um membro do The Who, segundo o guitarrista Pete Townshend
Por André Garcia
Postado em 18 de maio de 2025
Quando jovens de 20 e poucos anos se juntam em uma banda e começam a fazer suas próprias músicas, nunca pensam que eles podem ainda estar tocando elas meio século depois. Só que, se tudo der certo, é isso o que acaba acontecendo.
Aí bandas diferentes lidam com seus clássicos do passado de forma diferente. Tem aqueles que não se cansam de tocar seus maiores sucessos (como AC/DC e Kiss), tem aqueles que até tocam seus sucessos, mas sempre com algum arranjo diferente (como Bob Dylan), e tem aqueles que enjoam da música e não aguentam mais tocar ela (como é o caso dos Rolling Stones com "Satisfaction").
Há anos Mick Jagger confessa que gostaria de tirar ela do repertório, mas os fãs não deixam.
Pete Townshend pertence ao time dos que estão de saco cheio. De tanto tocar as mesmas músicas ao vivo, se apresentar com o The Who virou para ele uma obrigação, um emprego. Conforme publicado pela Far Out Magazine, em entrevista para a Lifestyle em 2022 ele foi sincero:

"Eu fico meio entediado com essa coisa toda de turnês e shows. Acho que os fãs do The Who até sabem disso, e parecem me perdoar. Não é que eu seja blasé, me esforço pra caramba no palco. Não entra na minha cabeça como eu posso parecer fazer um trabalho tão bom. Não tenho ideia de onde isso vem. Não fico ansioso para tocar com o The Who. Olho para minha história com a banda com incredulidade."
"De certa forma, eu tenho meu emprego de verdade, o emprego que paga meu aluguel que é tocar com o The Who. Me considero sortudo por ter isso, e muito sortudo por estar com músicos excelentes e um ótimo vocalista que parece curtir tanto isso."
Em outra entrevista, esta mais recente dada para a Guitar World Pete brincou com o saudosismo dos fãs:
"Se eu dissesse para a inteligência artificial 'Escreva um monte de músicas de Pete Townshend como ele fazia em 1973' muito fã do The Who ficaria bem satisfeito."
Em entrevista de 2023 para o podcast Broken Record, apresentado pelo lendário produtor Rick Rubin, Townshend já tinha falado sobre esse papo de música feita por inteligência artificial:
"Acredito que isso ajudará de muitas maneiras que nos surpreenderão quando acontecer, assim como a Internet fez. […] Estou esperançoso, mas […] minha grande preocupação agora está na área artística."
"Não saberemos mais o que foi criado pela IA e o que foi criado por humanos. Tudo vai ficar muito turvo e confuso, e acho que podemos um dia olhar para 2023 como o último ano em que os humanos realmente dominaram a cena musical. […] Isso não me enche de alegria. Isso me deixa apreensivo, e estou me preparando para sentir tristeza com isso."
Em entrevista da mesma época, o ex-The Police Sting também se mostrou preocupado ao falar desse assunto:
"Os fundamentos da música pertencem a nós, seres humanos. Essa será uma batalha que todos teremos que lutar nos próximos anos: a defesa de nosso capital humano contra a inteligência artificial."
"Eu fico entediado na hora quando vejo uma imagem gerada por computador. Imagino que sentirei o mesmo em relação à inteligência artificial criando música… Talvez para música eletrônica até funcione. Mas para canções, sabe, que expressam emoções, não acredito que serei tocado por aquilo."
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