A complicada música do Led Zeppelin que John Bonham não conseguia gravar; "levou uma eternidade"
Por Bruce William
Postado em 12 de maio de 2025
Ao longo de sua trajetória, o Led Zeppelin flertou com diversas possibilidades dentro do rock, do blues mais direto até experimentações quase abstratas. Mesmo quando a base era simples, como um riff de três acordes, o grupo transformava tudo em algo grandioso, com arranjos complexos, mudanças de andamento e performances de precisão quase cirúrgica. Isso só era possível graças à sintonia absurda entre os integrantes, principalmente nos momentos em que a complexidade parecia beirar o caos.
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John Bonham, por exemplo, sempre foi visto como a força bruta e precisa que mantinha tudo no lugar, mesmo nas músicas mais imprevisíveis. Seu senso rítmico se destacava justamente por não ser quadrado: ele tocava com sentimento, intuição e uma dose de rebeldia contra a contagem convencional. Mas nem mesmo todo o talento e energia de Bonham conseguiram evitar um momento particularmente frustrante em estúdio.
A faixa em questão surgiu durante as gravações do quarto álbum da banda, em 1971. Nela, o grupo alternava um ritmo em 5/4 com uma seção etérea em 6/8, numa transição que parecia não fazer sentido matemático. Segundo John Paul Jones, a música foi especialmente difícil para Bonham: "Levou uma eternidade até ele conseguir tocar", lembrou o baixista, que acabou sendo o único a entender e conduzir as contagens, conforme relata a Far Out. "Page tocava uma frase ótima e o Bonzo dizia: 'Muito bom, mas... onde está o primeiro tempo?'"
Bonham chegou a ficar irritado, e Page descreveu a estrutura da música como "abstrata". O baterista só conseguiu completar a gravação após duas tentativas — e, segundo o guitarrista, não por ter acertado completamente, mas porque estava fisicamente esgotado. Como se não bastasse, o nome da faixa veio do número de baquetas que Bonham usou na segunda passagem: ele empunhava duas em cada mão, gerando o apelido definitivo de "Four Sticks".
Apesar de tudo, a faixa entrou no álbum. E Bonham não se deu por vencido: tempos depois, conseguiu executá-la ao vivo, em uma única apresentação feita em Copenhague, ainda em 1971. Foi a única vez em que o Led Zeppelin se arriscou com a música no palco — e até hoje ela é lembrada como uma das composições mais complexas da banda.
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