Os três álbuns verdadeiramente revolucionários dos anos 1990, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de junho de 2025
O crítico musical Regis Tadeu levantou uma questão direta e provocadora: quais álbuns revolucionaram a música após os anos 1990? Em vídeo no seu canal resgatado pelo CortesCrimon, ele apontou três escolhas contundentes, sem hesitar: "Nevermind", do Nirvana; o disco de estreia do Rage Against the Machine; e o álbum de estreia do System of a Down, autointitulado. Em suas palavras, "o Ten do Pearl Jam não, mas o primeiro do System of a Down também." A escolha ignora ícones óbvios, mas destaca obras que moldaram diretamente o cenário musical.

Lançado em 1991, "Nevermind" foi a ruptura definitiva com a música comercial dos anos 1980. O disco trouxe o grunge para o mainstream, com sua sonoridade crua, letras angustiadas e produção imediata. Mudou padrões de produção, consumo e identidade cultural da juventude.
No mesmo ano, apareceu o primeiro álbum do Rage Against the Machine, autointitulado, com riffs enlouquecidos, grooves pesados e letras furiosas. Segundo Tadeu, o disco marcou uma nova fase: "o primeiro do Rage Against the Machine." A combinação de rap, metal e ativismo político transformou a forma como a guitarra podia ser instrumento de protesto.
Já o System of a Down surgiu em 1998 com sua fusão singular de metal, folk armênio, humor negro e caos controlado. "O primeiro do System of a Down também", pontuou Regis. Se Nevermind chocou e RATM mobilizou, o System misturou ritmos de forma original.
O debate se estendeu entre os fãs nos comentários. Muitos sugeriram outros álbuns revolucionários. @Baesso22 lembrou "The Downward Spiral" (Nine Inch Nails), "Cowboys from Hell" e "Vulgar Display of Power" (Pantera). @robertobrazil717 reforçou a relevância de Pantera.
Outro fã, @KMKcrvg, citou "Happy Nation", do Ace of Base, destacando seu sucesso global. Apesar de não se encaixar no perfil heavy, o disco trouxe a dance-pop europeia a patamares de exposição inéditos, mostrando que revolução pode vir de diferentes gêneros.
Já @pirols1 questionou o uso de "após a década de 1990" como limite estético, sugerindo que o termo poderia englobar obras do século XXI. A observação abre espaço para incluir álbuns do Radiohead, citado por @Guitarracosmica2003, outro marco aparente em inovação sonora.
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