O toque diferencial no som do The Who que, no fundo, irritava Roger Daltrey
Por Bruce William
Postado em 10 de junho de 2025
O The Who sempre teve um lado caótico no palco, e boa parte da energia vinha da guitarra de Pete Townshend. Mas havia algo na construção das músicas da banda que passou a incomodar Roger Daltrey ao longo dos anos, mesmo sendo ele quem dava voz às ideias de Townshend.
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Como cantor principal, Daltrey precisava incorporar diferentes personagens criados por Townshend, especialmente nas fases mais ambiciosas como "Tommy" e "Quadrophenia". Ele se viu interpretando um garoto cego, a mãe do garoto e até dividindo o microfone com Keith Moon para que a ideia de Townshend fosse preservada com fidelidade. Tudo bem para Daltrey, desde que a música ainda estivesse dentro dos limites do rock.
Só que Townshend não via a banda apenas como uma entidade do rock. Formado em escola de arte, ele queria incorporar outras linguagens, e foi aí que os sintetizadores entraram com força no som do The Who. "Os sintetizadores ficavam todos zumbindo ao fundo. Eu não gostava que eles tomassem o lugar do instrumento principal, sendo que temos na banda aquele que eu considero um dos melhores guitarristas do mundo", disse Daltrey. "Aquilo me frustrava um pouco."
O incômodo fazia sentido para quem achava que a guitarra deveria estar no centro de tudo. Mesmo com o sucesso de músicas como "Baba O'Riley", onde os teclados comandam a introdução, Daltrey nunca escondeu a preferência pela sonoridade mais crua e direta, como em "My Generation".
Apesar do desconforto do vocalista, Townshend conseguiu explorar nuances diferentes usando piano e sintetizadores em composições que talvez não funcionassem tão bem com a velha fórmula de amplificadores e palhetadas. Ainda que Daltrey não gostasse tanto, era esse contraste que dava ao The Who uma identidade fora do padrão das bandas de sua época.
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