O melhor álbum de rock alternativo de cada ano da década de 2000, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de agosto de 2025
A década de 2000 foi marcada por transformações intensas no rock alternativo, que se misturava a tendências como o garage rock revival, o emo, o indie e até a herança do britpop. Em uma retrospectiva publicada pela Loudwire, o jornalista Chad Childers destacou, ano a ano, os álbuns mais marcantes do período — e, segundo ele, alguns desses discos não apenas definiram o som da época, mas abriram caminho para movimentos inteiros dentro do gênero.

Childers observou que, logo no início da década, o U2 retomava sua força criativa com "All That You Can’t Leave Behind" (2000). O álbum trouxe hits como "Beautiful Day" e "Walk On", sendo "um raro sucesso comercial e crítico, que nos lembrou do poder da banda quando está no auge", afirmou.
No ano seguinte, o protagonismo mudou de lugar: "Is This It", estreia do The Strokes, colocou o garage rock nova-iorquino de volta aos holofotes. "Foi um dos discos mais influentes do começo dos anos 2000. Assim como o Nirvana abriu as portas para o grunge, os Strokes abriram caminho para The White Stripes, The Hives e tantos outros", escreveu Childers.
O melhor álbum de rock alternativo
Entre os destaques seguintes, Beck mostrou sua faceta mais melancólica com "Sea Change" (2002), enquanto o White Stripes lançou "Elephant" (2003), álbum que eternizou "Seven Nation Army" como hino mundial. Em 2004, foi a vez do Hot Fuss, do The Killers, que levou Mr. Brightside ao status de clássico instantâneo.
O jornalista também destacou "The Black Parade" (2006), do My Chemical Romance, como talvez o maior disco do movimento emo. "Não é apenas um dos melhores álbuns da década, mas também um dos mais influentes", comentou. No ano seguinte, o Radiohead inovou não só na sonoridade, mas também no modelo de lançamento de "In Rainbows", que pôde ser baixado pelo preço que o fã escolhesse pagar.
Já o final da década foi marcado pelo sucesso comercial dos Kings of Leon, com "Only by the Night" (2008), e pela guinada internacional do Phoenix, com "Wolfgang Amadeus Phoenix" (2009), que trouxe os hits "1901" e "Lisztomania".
Ao relembrar o período, Chad Childers ressaltou: "Cada um desses álbuns capturou não apenas o espírito de seu tempo, mas também mostrou como o rock alternativo pode se reinventar sem perder sua essência".
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