O álbum que "corrompeu" o Pink Floyd, conforme Gilmour; "O dinheiro consome algo em você"
Por Bruce William
Postado em 08 de setembro de 2025
Poucas bandas conseguiram unir sucesso artístico e comercial como o Pink Floyd. Desde o final dos anos 1960, o grupo britânico lançou álbuns que se tornaram marcos do rock, mas também acumulou tensões que resultaram em brigas, afastamentos e até rupturas definitivas.
E para David Gilmour, um dos momentos mais decisivos nesse processo foi a criação de "The Wall" (1979). Em entrevista de 2002 resgatada pela Far Out, o guitarrista refletiu sobre os efeitos que a fama e o dinheiro tiveram na trajetória do grupo. "Oh sim, nós fomos corrompidos. Corrompidos porque, por um tempo, achamos que podíamos fazer qualquer coisa. O dinheiro consome algo em você", declarou.

Segundo ele, esse sentimento começou a se manifestar após "Animals" (1977), quando a banda já lidava com pressões internas e externas em proporções inéditas. A partir daí, as tensões explodiram. Richard Wright sairia em 1981, Roger Waters deixaria o grupo em 1985, e Gilmour e Nick Mason acabariam assumindo o nome Pink Floyd sozinhos. Na visão de Gilmour, a fase de "The Wall" representou o ápice desse desgaste: "Cada um de nós explodiu de sua maneira pessoal; o período de 'The Wall' foi o nosso pior período. Nós havíamos perdido o sentido do nosso trabalho".
É uma opinião curiosa, já que para muitos fãs e críticos justamente esse álbum simboliza o auge criativo da banda. Canções como "Comfortably Numb" e "Another Brick in the Wall" seguem entre as mais lembradas, mas por trás delas havia um ambiente de conflitos que ameaçava a própria sobrevivência do grupo.
Mesmo com todas as brigas, o legado do Pink Floyd permaneceu e está aí até hoje. A busca inicial por experimentação artística pode ter se transformado em algo mais sombrio com o tempo, mas discos como "The Wall" ainda estão entre os registros mais impactantes da música do século XX. Para Gilmour, no entanto, aquele momento marcou não apenas um sucesso mundial, mas também a perda do verdadeiro propósito que guiava a banda desde os primeiros anos.
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