O megahit dos Beatles que Mick Jagger acha bobo: "Ele dizia que Stones não fariam"
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de outubro de 2025
Mesmo sem admitirem, fãs de música sempre gostaram de criar rivalidades entre bandas. E poucas foram tão lendárias quanto a disputa simbólica entre The Beatles e The Rolling Stones - os primeiros vistos como os "bons moços" de Liverpool e os segundos como os "rebeldes de Londres".
As entrevistas aqui foram reunidas pela Far Out. O próprio Keith Richards já definiu essa dinâmica com ironia: "Os Beatles ficaram com o chapéu branco. O que sobrou pra gente? O chapéu preto."
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Apesar de a relação entre as bandas ser marcada por respeito mútuo e até amizade, o contraste de estilos gerava comparações inevitáveis. Enquanto os Beatles se permitiam mergulhar em experiências psicodélicas e canções de tom inocente, os Stones mantinham uma atitude mais crua e provocadora.
Um exemplo desse contraste foi a clássica "Yellow Submarine", lançada no álbum "Revolver" (1966). Escrita por Paul McCartney, a faixa foi concebida como uma espécie de música infantil, alegre e acessível. "É uma canção divertida, feita para crianças. A ideia era de um submarino amarelo onde todos os amigos estão juntos se divertindo", explicou McCartney anos depois.
Mas nem todo mundo embarcou na inocência da proposta. Segundo Marianne Faithfull, cantora e ex-namorada de Mick Jagger, o vocalista dos Rolling Stones via a canção com certo desdém: "Mick nunca desmerecia a música dos Beatles, mas de canções como 'Yellow Submarine' ele dizia: 'Ah, isso é um pouco bobo.' Eu nunca achei - sempre adorei. Mas, claro, não era o tipo de coisa que os Stones fariam."
Faithfull comentou que Jagger às vezes zombava dos Beatles por seu "provincianismo", algo natural para um londrino em relação aos músicos de Liverpool. Mesmo assim, a suposta crítica não era sinal de rivalidade amarga - mas sim de uma diferença estética evidente entre as duas maiores bandas dos anos 1960. Se os Stones celebravam o hedonismo e o caos, os Beatles exploravam o lúdico e a imaginação.
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