A banda que ajudou o Metallica a não acabar após "St. Anger", segundo Lars Ulrich
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de novembro de 2025
Poucos poderiam prever o quão gigantesco o Metallica se tornaria desde sua estreia nos anos 1980. Formada em Los Angeles, a banda - ao lado de Megadeth, Anthrax e Slayer - compôs o lendário Big Four do thrash metal, misturando a técnica veloz do New Wave of British Heavy Metal com a fúria crua do punk. O resultado foi uma sonoridade que, já em "Kill 'Em All" (1983), mostrava potencial para dominar o mundo.
Com o tempo, o grupo liderado por James Hetfield e Lars Ulrich refinou o peso e a agressividade em busca de um som mais acessível, culminando no estrondoso sucesso do álbum homônimo de 1991, o clássico "Black Album", um dos discos mais vendidos da história. Mas, depois de atingir o topo, vieram as turbulências.

Nos anos 2000, o Metallica vivia um momento de incerteza. As experiências mais "alternativas" de Load (1996) e Reload (1997) dividiram fãs e críticos, Jason Newsted deixou a banda, e Hetfield mergulhou em problemas com álcool. Ao mesmo tempo, sua relação com Ulrich estava em ruínas. O controverso "St. Anger" (2003) parecia o retrato de um grupo à beira do colapso.
Metallica e Rolling Stones
Foi então que uma das maiores bandas de rock de todos os tempos entrou em cena para dar uma força inesperada. "A gente desapareceu por cerca de um ano", contou Lars Ulrich em entrevista ao The Sun em 2019. "E então os Rolling Stones nos ligaram e disseram: 'Venham tocar alguns shows com a gente na Califórnia'. A gente meio que concordou - afinal, você não diz 'não' aos Stones - e foi isso. Aquilo nos deu o impulso para voltar. Seja num escritório ou numa banda de rock, em algum momento as pessoas precisam descobrir como se entender e trabalhar em equipe."
O convite veio durante a turnê A Bigger Bang, entre 2005 e 2007. Os Stones, que levavam na bagagem uma lista eclética de bandas de abertura - de Toots and the Maytals a Kanye West -, decidiram incluir o Metallica em dois shows no SBC Park, em São Francisco. O grupo dividiu espaço com nomes como Everclear, Mötley Crüe, Queens of the Stone Age e Alice Cooper.
A experiência serviu como uma injeção de energia para o Metallica, que voltou ao estúdio com um novo foco. O resultado foi o "Death Magnetic" (2008), um disco que marcou o retorno ao thrash clássico e conquistou fãs antigos e novos, liderando paradas ao redor do mundo.
Apesar de ter convidado os metaleiros para abrir seus shows, Keith Richards nunca escondeu sua aversão pelo gênero. "Milhões amam o Metallica e o Black Sabbath. Eu só achei que eles eram grandes piadas", afirmou certa vez.
Mesmo assim, o guitarrista reconheceu o peso de suas próprias influências: "Se você quer ouvir heavy metal de verdade, ouça John Lee Hooker. Ouça aquele filho da mãe tocar. Aquilo é heavy metal. Aquilo é armadura."
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