Ritchie Blackmore revela traço pouco conhecido da personalidade de Jeff Beck
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de novembro de 2025
A relação entre os grandes guitarristas do rock britânico sempre foi marcada por admiração mútua, respeito e, em alguns casos, uma dose de competição silenciosa. Nomes como Jimmy Page, Eric Clapton, Ritchie Blackmore e Jeff Beck moldaram o som das guitarras nos anos 1960 e 1970, cada um com sua própria visão de como o instrumento poderia soar. Mais de um ano após a morte de Beck, um dos colegas que mais o respeitava resolveu revisitar suas lembranças.
Em recente entrevista ao programa Rock of Nations, apresentado por Dave Kinchen e Shane McEachern, o lendário guitarrista Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow) falou sobre a genialidade e a personalidade de Jeff Beck. A conversa foi reproduzida pelo site Blabbermouth, e nela Blackmore descreveu Beck como um artista em constante busca - e que, justamente por isso, parecia nunca estar satisfeito.

"Jeff era um grande guitarrista. Foi um grande golpe a partida dele. Quero dizer, ele era vegetariano e não usava drogas nem nada do tipo. Fiquei muito chocado ao saber que ele morreu daquela forma. Foi terrível", declarou o músico, lembrando a morte repentina do amigo em janeiro de 2023. A transcrição é da Ultimate Guitar.
Ritchie Blackmore e Jeff Beck
Blackmore destacou que o que mais o impressionava em Beck era sua inquietação musical. Mesmo após décadas de carreira, o guitarrista do Yardbirds e de álbuns solo inovadores como Blow by Blow e Wired parecia estar sempre tentando ultrapassar os próprios limites. "Ele tinha um jeito muito especial de tocar. Era tão diferente de todo mundo. Eu sempre ia vê-lo tocar, porque o achava muito revigorante. E ele sempre se menosprezava", contou.
O fundador do Deep Purple também revelou um traço curioso da personalidade de Beck: a autocrítica constante. "Eu dizia: 'Como está seu último disco, Jeff?' E ele respondia: 'Ah, é um lixo'. E ele sempre dizia isso sobre qualquer coisa que lançava. Ele estava sempre buscando algo que não conseguia encontrar", relatou Blackmore, sugerindo que o perfeccionismo era o combustível - e talvez o fardo - do colega.
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