A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de fevereiro de 2026
A saída de Fabio Lione do Angra pegou muitos fãs de surpresa, especialmente por acontecer às vésperas do anúncio da participação do grupo em um grande evento como o Bangers Open Air. No entanto, segundo Marcelo Barbosa, o rompimento não foi fruto de uma decisão impulsiva, mas sim o resultado de uma conversa longa, franca e, acima de tudo, madura entre as partes envolvidas.
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"Foi repentina e não foi", explicou Marcelo durante entrevista ao Ibagenscast. O guitarrista fez questão de contextualizar a situação lembrando o longo período de permanência do vocalista na banda. "O Fábio tá há 13 anos na banda e, nos últimos anos, houve algumas situações nas quais alguns impasses aconteceram", afirmou.
De acordo com Barbosa, Lione vinha demonstrando sinais claros de insatisfação e mudanças de prioridade. "Ele vinha demonstrando algumas insatisfações com relação a algumas coisas e vinha fazendo cada vez mais shows sozinho, investindo mais na carreira solo dele", disse. Esse movimento acabou gerando um choque inevitável de agendas. "Começou a haver uma incompatibilidade de agenda e uma incompatibilidade de acordos mesmo, sabe?"
A saída de Fabio Lione do Angra
O que realmente surpreendeu, segundo o músico, foi o momento escolhido para a decisão. "O que foi repentino é que isso aconteceria agora, às vésperas de um evento como esse. Até porque estava combinado que, a princípio, estava tudo certo. Ele seria o vocalista do show inteiro", revelou. Ainda assim, Marcelo reconhece que o diálogo acabou tomando um rumo difícil para ambos os lados. "Em dado momento, a conversa foi para um caminho em que ninguém ficou feliz. Nem o Angra, nem o Fábio."
Segundo ele, a conversa foi conduzida de forma adulta e respeitosa. "Foi conversado como adultos: 'Você tá infeliz, você tá priorizando suas coisas, e você não tá errado de fazer isso. Mas parece que você não tá mais com tanta vontade'", relatou. A conclusão veio quase como consequência natural desse entendimento. "Talvez seja melhor a gente seguir caminhos diferentes."
Marcelo também destacou que Lione acabou concordando com a decisão após refletir. "Depois de amadurecer essa ideia, ele também entendeu que era o momento", contou. Mesmo assim, o sentimento predominante é de pesar. "É uma pena. A gente sempre sonha com aquela banda que tem a mesma formação do começo até o fim", lamentou, antes de ponderar: "Mas uma banda com a longevidade do Angra passa por essas mudanças. O Fábio ficou 13 anos. Tem banda que não dura isso."
O guitarrista ainda reforçou que não houve clima de hostilidade. "Eu achei uma pena ser agora. Teria sido muito legal fechar esse ciclo com o festival inteiro, mas as coisas ficaram tumultuadas e precisavam ser resolvidas", explicou. A decisão, segundo ele, foi prática e necessária. "Precisava resolver, resolver, resolver… e resolveu."
Mesmo após a saída, o respeito permanece. Marcelo revelou que chegou a conversar com Lione depois da decisão. "Ele falou: 'Acho que podia ser diferente, mas também acho que tá na hora'", contou. Sobre o temperamento do vocalista, foi sincero, mas cuidadoso: "O Fábio é um cara extremamente emocional. Quando tá bravo, fala coisas que talvez depois se arrependa - isso sou eu dizendo, não ele."
Apesar da separação, os laços não foram rompidos. "Eu adoro tocar com o Fábio. Ia ser muito bom continuar, mas acabou ficando pra uma próxima oportunidade", disse Marcelo, reforçando que ainda dividirão o palco em ocasiões pontuais.
Confira a entrevista completa abaixo.
A saída de Fabio Lione e a entrada de Alírio Neto no Angra
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