O compositor com "duas das melhores músicas do mundo", segundo Bob Dylan
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de março de 2026
Diferente de muitos artistas que distribuem elogios com facilidade, Bob Dylan sempre foi conhecido por sua postura reservada ao falar de outros músicos. Justamente por isso, quando ele decide destacar alguém, o impacto costuma ser maior - como mostrou uma matéria assinada pelo jornalista Tom Taylor, da Far Out.
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No texto, Taylor observa que Dylan "sempre manteve sua admiração mais próxima do peito", evitando participar de um "grande amor coletivo público" mesmo quando se tratava de artistas que ele claramente respeitava . Esse comportamento ajudou a construir a aura enigmática do músico ao longo das décadas.
Ainda segundo o jornalista, "quando Dylan decide falar, suas palavras carregam muito mais peso", justamente pela raridade com que isso acontece . E foi em uma dessas ocasiões que ele apontou um nome que considera acima da média quando o assunto é composição: Randy Newman.
Em entrevista ao jornalista Paul Zollo, Dylan não economizou nos elogios. "Randy sabe música. Ele sabe música. [...] Mas não fica melhor do que 'Louisiana' ou 'Sail Away'. Não fica melhor que isso", declarou, destacando duas canções específicas como exemplos máximos da arte de compor .
Tom Taylor ressalta que Newman é "amplamente aceito entre músicos como um dos maiores compositores de todos os tempos", mesmo sem o mesmo reconhecimento popular de outros nomes do mainstream . Para Dylan, essa diferença entre sucesso comercial e qualidade artística não diminui em nada o valor do trabalho.
O próprio Dylan reforçou essa visão ao comentar que Newman "vai escrever uma música melhor do que a maioria das pessoas que conseguem animar o público", destacando a sofisticação e a consistência do compositor . Em outras palavras, trata-se de alguém admirado mais pela profundidade do que pelo espetáculo.
Taylor também chama atenção para o estilo único de Newman, marcado por ironia e narrativas pouco convencionais, algo que dialoga com a própria abordagem de Dylan. "Ele usa justaposições de melodia e letra como escritores fazem com palavras e situações", escreveu o jornalista, destacando a complexidade por trás de composições aparentemente simples.
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