O artista do rock nacional que viu Ozzy Osbourne de cuecas no Rock in Rio de 1985
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de maio de 2026
O baixista Dé Palmeira, ex-Barão Vermelho, contou em entrevista ao canal Corredor 5 uma história curiosa dos bastidores do Rock in Rio de 1985. Segundo ele, uma credencial enviada por engano para sua casa deu acesso a áreas restritas do festival. Com ela, o músico circulou por bastidores, viu passagens de som de atrações internacionais e acabou vivendo uma cena inesperada com Ozzy Osbourne.
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Dé disse que, no Rock in Rio, havia um corredor de camarins embaixo do palco. Em determinado momento, quando um artista importante passava pelo local, ninguém podia circular. O baixista, ainda jovem, estava andando por ali quando foi interceptado por um segurança. "Aparece um segurança gigante. O cara abre uma porta e me empurra para dentro", contou. Ao cair dentro da sala, ele deu de cara com Ozzy Osbourne de cuecas. "Quando eu olho, cara, tava o Ozzy de cueca. Pior visão do mundo", brincou.
O ex-Barão Vermelho lembrou que o cantor do Black Sabbath também pareceu não entender nada. "Ele olhou para mim assim, não entendeu nada. Eu falei: 'Caraca, que isso que tá acontecendo?'" Depois do susto, Dé saiu do local. A história entrou para o repertório de lembranças inusitadas daquele festival, que marcou a consolidação do rock brasileiro dos anos 1980 diante de grandes nomes internacionais.
Na mesma entrevista, Dé Palmeira afirmou que o Rock in Rio de 1985 funcionou como uma chancela para aquela geração. Segundo ele, bandas como Barão Vermelho, Kid Abelha, Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana e artistas como Lulu Santos já estavam contratados ou em ascensão antes do festival. O evento, porém, colocou todos sob os olhos de um mercado mais profissionalizado e diante de uma estrutura inédita para o rock no país.
Além do encontro acidental com Ozzy, Dé contou outra memória daquele período. Fã de AC/DC, ele usou a mesma credencial para assistir ao show da banda ao lado da mesa de som. O técnico chegou a barrá-lo, mas acabou deixando o músico subir. "Só não mexe em nada", ouviu. Dé respondeu que queria apenas assistir. "Eu assisti sozinho do lado do técnico do AC/DC. Um show antológico", disse.
Confira a entrevista completa abaixo.
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