O disco favorito de Steven Tyler por causa da ausência de viradas de bateria
Por Bruce William
Postado em 09 de maio de 2026
Steven Tyler sempre foi lembrado pela energia de palco, pela voz rasgada e por aquela mistura de blues, hard rock e R&B que ajudou a definir o Aerosmith. Mas antes de se firmar como vocalista, ele também teve formação como baterista, e isso ajuda a entender por que seu ouvido não se prendia apenas a riffs, melodias ou performances vocais.
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Ao falar de um de seus discos favoritos de todos os tempos, Tyler citou "Songs in the Key of Life", lançado por Stevie Wonder em 1976. O álbum saiu em uma fase especialmente forte da carreira de Stevie, depois de trabalhos como "Talking Book", "Innervisions" e "Fulfillingness' First Finale", reunindo faixas como "Isn't She Lovely", "Sir Duke" e "I Wish".
O detalhe curioso é que Tyler não destacou apenas a voz de Stevie Wonder ou a riqueza das composições. Em declaração resgatada pela Far Out, ele chamou atenção para a atuação do baterista Raymond Pounds, justamente por tocar sem exagerar nas viradas.
"Você sabe qual é um dos meus discos favoritos de todos os tempos? 'Songs in the Key of Life', de Stevie Wonder, principalmente por causa do que o baterista Raymond Pounds decidiu fazer, que foi, em essência, não viver de acordo com seu nome. Há pouquíssimas viradas de bateria naquele disco incrível. Você pode ser igualmente bom apenas segurando a onda.".
A observação combina com a própria história do Aerosmith. Embora muita gente associe a banda ao carisma de Tyler e aos riffs de Joe Perry, boa parte de seu som depende de balanço. "Walk This Way", por exemplo, não vive apenas da guitarra; a música precisa daquela batida seca e encaixada para fazer a ponte entre rock e funk sem perder o peso.
Em "Songs in the Key of Life", essa lógica aparece de outro modo. "I Wish" depende de uma base firme para que baixo, teclados e voz se movimentem por cima. Uma bateria cheia de firulas poderia até chamar atenção por alguns segundos, mas provavelmente tiraria a força do conjunto. Tyler parece ter ouvido justamente isso: a importância de um músico que entende quando a melhor escolha é sustentar a música.
Raymond Pounds poderia ter tocado de forma mais exibida em um álbum cheio de camadas e possibilidades, mas o que marcou Tyler foi o contrário. A bateria está ali para dar chão, manter o pulso e deixar as canções respirarem. Para um vocalista acostumado a ocupar o centro do palco, notar esse tipo de detalhe em um disco de Stevie Wonder diz bastante sobre como ele ouvia música além da superfície.
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