Fãs chamaram Sepultura de "vendidos" na época de "Morbid Visions", segundo Max Cavalera
Por Mateus Ribeiro
Postado em 19 de abril de 2026
Qualquer pessoa minimamente familiarizada com o heavy metal sabe que o estilo possui uma parcela de fãs bastante tradicionalista. Para esse público, qualquer mudança - seja na abordagem sonora ou no aspecto visual - pode se tornar motivo de críticas, muitas vezes desproporcionais.
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Nenhum dos grandes nomes da música pesada escapa desse tipo de reação. Até mesmo o Sepultura, maior nome do metal brasileiro, foi alvo de comentários pouco elogiosos, como relatou Max Cavalera, guitarrista e vocalista original do grupo, em entrevista concedida ao site Metal Insider, em 2016.
O foco da conversa foi "Roots" (1996), álbum marcado pela fusão entre o metal e elementos de outros estilos, incluindo a música brasileira. Questionado sobre a recepção do disco, Max relembrou que a banda já havia sido acusada de "se vender" ainda nos estágios iniciais da carreira.
"A questão com os fãs é a seguinte: lembro-me de quando fizemos 'Morbid Visions' e fomos considerados vendidos porque não tínhamos mais apenas demos. Você não pode dar atenção a isso – tem que seguir seu coração. Sempre haverá pessoas que não gostam do que você está fazendo, e recebemos muitas críticas negativas sobre o 'Roots'. Para mim, foi o disco certo para fazer na época, e acabou influenciando muita gente no mundo do metal."
"Morbid Visions" (1986) é o primeiro álbum de estúdio do Sepultura. O trabalho é o único da banda com o guitarrista Jairo Guedz, conhecido como "Tormentor", posteriormente substituído por Andreas Kisser.
Max Cavalera deixou o Sepultura em dezembro de 1996, durante a turnê de "Roots". A separação foi motivada por desentendimentos com os demais integrantes da banda, incluindo o irmão Iggor. Para mais detalhes sobre essa história, acesse a nota a seguir.
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