RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

"Lemmy gostava de estar no controle e amava a vida", diz Zakk Wylde

O álbum dos Beatles que todos amam e John Lennon elogiou, mas depois ficou com um pé atrás

O álbum do Queen que Derrick Green gostaria de ter feito

O que o Black Sabbath representa para Rob Halford, vocalista do Judas Priest

O guitarrista que Ace Frehley considerava "um mago"

O motivo pelo qual Kirk Hammett gosta de tocar o solo de "Fade to Black" nos shows do Metallica

A técnica de Eddie Van Halen que Billy Sheehan conheceu com outra banda lá em 1974

A música "pop genérica" de um disco clássico do Jethro Tull que incomoda Ian Anderson

"Seria um idiota se aceitasse": guitarrista descarta retorno ao W.A.S.P.

Scott Ian explica significado de "It's for the Kids", nova música do Anthrax

Como o Iron Maiden foi de banda banida por "satanismo" a símbolo de liberdade no Chile

O baixista que fez Geezer Butler entender o que queria fazer no Black Sabbath

Scott Ian compara novo disco do Anthrax ao clássico "Among the Living"

Jamey Jasta promete que novo álbum será "o mais ignorante" do Hatebreed

O álbum do Aerosmith que deveria marcar um retorno importante, mas deixou a desejar


Stamp

A técnica de Eddie Van Halen que Billy Sheehan conheceu com outra banda lá em 1974

Por
Postado em 17 de maio de 2026

Quando Eddie Van Halen apareceu para o grande público com "Eruption", em 1978, muita gente passou a associar o tapping de duas mãos diretamente a ele. Não sem motivo. Eddie não apenas usou a técnica; ele colocou aquilo no centro de uma linguagem, transformando um recurso de guitarra em uma espécie de assinatura. Mas, como quase sempre acontece na música, nenhuma ideia nasce completamente isolada. Antes de Van Halen incendiar o rock com aquele solo, outros músicos já exploravam caminhos parecidos em guitarras, baixos e instrumentos menos convencionais.

Van Halen - Mais Novidades

Foto: Reprodução - The Super Dome Tokyo
Foto: Reprodução - The Super Dome Tokyo '89
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Billy Sheehan entra nessa história por um ângulo interessante. Conhecido por seu trabalho com Talas, David Lee Roth, Mr. Big, Niacin, The Winery Dogs e outros projetos, ele construiu uma reputação como baixista que não tratava o instrumento apenas como suporte. Seu estilo sempre teve muito de "lead bass", com acordes, tapping, harmônicos, palhetadas rápidas com três dedos e uma vontade clara de puxar o baixo para a linha de frente. Por isso, quando ele fala sobre a origem de certos recursos em seu vocabulário, não é papo de curioso vendo tutorial no YouTube.

Em entrevista ao podcast Mind Behind The Music (via Ultimate Guitar), Sheehan contou que começou a mexer com tapping depois de ver o ZZ Top em 1974. "Eu estava tentando mudar. Precisava fazer algo a mais na banda em que eu estava, e o tapping surgiu depois de ver o ZZ Top em 1974. Billy Gibbons fez um bend em uma corda e bateu nela na escala com a mão direita, com o dedo indicador. Eu nunca tinha visto aquilo. Ninguém na plateia tinha visto. Todos nós olhamos, tipo: 'Você viu aquilo!? Ele tocou no braço com a mão direita! Inacreditável!'"

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O show, segundo Sheehan, aconteceu em Buffalo, Nova York, com o ZZ Top abrindo para Alice Cooper, na turnê de "Billion Dollar Babies". Ele voltou para casa, testou a ideia no baixo e percebeu que funcionava. A partir dali, passou anos usando aquilo como parte de sua própria linguagem, sem saber exatamente quem mais estava fazendo algo parecido. É uma cena bem anos 70: um músico vê outro fazer um gesto rápido no palco, leva aquilo para casa, desmonta a ideia no próprio instrumento e transforma em ferramenta pessoal.

A virada veio quando Eddie Van Halen apareceu. Sheehan já tinha seu próprio jeito de usar tapping, mas percebeu que Eddie havia encontrado outro patamar para a técnica. Em uma fala anterior, ao livro Shredders!, ele disse: "Quando Ed Van Halen surgiu, ele abordou a técnica do jeito dele, que é diferente do meu - na escolha das notas, pelo menos - no que ele estava fazendo com ela. Fiquei empolgado e feliz em ouvir, porque era incrível e fantástico. Mas também fiquei de coração partido, porque eu achava que era o meu lance! Era uma das minhas marcas registradas, mas é uma ótima lição a se aprender: você não pode necessariamente patentear ou registrar as coisas que faz em um instrumento. É algo aberto a todos."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Essa é a parte mais honesta da fala. Sheehan não tenta apagar Eddie, nem se colocar como "o verdadeiro inventor" de uma técnica que, na verdade, tem uma história bem mais espalhada. Emmett Chapman, por exemplo, já havia desenvolvido o Chapman Stick a partir de uma lógica de tapping com as duas mãos, e músicos de diferentes áreas vinham testando variações desse tipo de abordagem. O ponto de Sheehan é outro: ele já tinha chegado ali por um caminho próprio, mas Eddie mostrou que dava para transformar aquilo em espetáculo, vocabulário e revolução para uma geração inteira.

O próprio baixista reconheceu isso com uma imagem bem americana: "Eddie realmente aperfeiçoou a técnica. Eu tenho vídeos meus dos velhos tempos fazendo meu lance de tapping. Mas eu não levei a técnica tão longe quanto ele. Então, quando ele fez, isso meio que me revigorou para pensar: 'Ah, então dá para ir até o fim com o tapping! Bom, vou com você!' Então, ele foi uma grande inspiração para mim também." A expressão usada por ele no título original, "ir até a end zone", vem do futebol americano: não era só avançar algumas jardas, era levar a jogada até o touchdown.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Billy Gibbons acendeu uma faísca em Sheehan em 1974. Sheehan levou aquilo para o baixo e fez da técnica uma parte de sua identidade. Eddie Van Halen apareceu depois e mostrou ao mundo até onde aquele tipo de ideia podia ir quando colocado no centro de uma música. Não é uma linha reta, nem uma disputa de cartório. É mais uma daquelas correntes estranhas do rock, em que um gesto visto de relance num palco em Buffalo acaba reaparecendo, anos depois, nas mãos de gente que resolveu não deixar a nota quieta no lugar onde ela nasceu.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Cromathia


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS