Os 10 piores músicos que passaram por bandas de rock clássicas
Por Bruce William
Postado em 27 de março de 2026
A Far Out publicou uma lista com os dez piores músicos a passar por bandas clássicas do rock, em texto que mistura um pouco de tudo: integrantes que mal tiveram tempo de mostrar serviço, substitutos que entraram em grupos já quebrados por dentro e nomes que, na prática, ficaram marcados mais pela comparação cruel com quem veio antes do que por um desastre propriamente dito. Entre os citados estão Ray Manzarek como vocalista do Doors, Dave Evans no AC/DC, Tim "Ripper" Owens no Judas Priest, Ray Wilson no Genesis, Stuart Sutcliffe nos Beatles e Sid Vicious nos Sex Pistols.
Melhores e Maiores - Mais Listas

Alguns casos são mais fáceis de entender. Stuart Sutcliffe aparece pela velha história de que mal conseguia tocar baixo nos primeiros tempos dos Beatles, enquanto Sid Vicious entra como exemplo clássico de imagem enorme e contribuição musical bem menor. A Far Out também coloca Dave Evans, primeiro vocalista do AC/DC, como um nome incompatível com o rumo que a banda tomaria depois com Bon Scott. A ideia ali é clara: não basta cantar bem ou ter presença, é preciso encaixar no que o grupo quer ser.
Em outros pontos, a lista entra num terreno mais discutível. Tim "Ripper" Owens, por exemplo, é tratado quase como vítima do próprio talento. O texto admite que ele é um cantor de altíssimo nível, mas argumenta que soar parecido demais com Rob Halford deixou o Judas Priest com cara de banda tentando reproduzir o próprio passado. É uma crítica curiosa, porque o problema ali parece menos ser Owens e mais o contexto em que ele entrou. O mesmo vale para Ray Wilson, que apareceu num Genesis já sem Phil Collins e sem o embalo comercial de antes, num fim de década em que o grupo simplesmente já não ocupava o mesmo lugar no mapa.
A lista também mira formações que, no fundo, já nasceram condenadas. Bekka Bramlett surge como uma substituta incapaz de preencher o espaço de Stevie Nicks no Fleetwood Mac, e Nick Sheppard com Vince White entram como símbolos do Clash sem Mick Jones, uma ideia que realmente parecia torta antes mesmo de render disco novo. Nesse tipo de caso, o texto pesa a mão no indivíduo, quando talvez o problema maior fosse a tentativa de manter viva uma marca que já não tinha mais a química original.
Outro nome lembrado é Ray Tabano, guitarrista da formação inicial do Aerosmith. A banda só encontrou seu equilíbrio de verdade quando ele saiu e Brad Whitford entrou no lugar. A crítica ali vai menos para alguma ruindade escancarada no instrumento e mais para a ideia de que Tabano parecia fora de sintonia com o resto do grupo, tanto musicalmente quanto no convívio, num momento em que Steven Tyler e Joe Perry começavam a consolidar a química que marcaria a identidade da banda.
Há ainda escolhas mais curiosas, como Ray Manzarek na função de cantor após a morte de Jim Morrison e todos os vocalistas que passaram pelo The Heads, projeto montado por ex-integrantes do Talking Heads sem David Byrne. Nesses casos, a sensação é semelhante: o julgamento vem muito mais da ausência do elemento central do que de uma ruindade objetiva. Manzarek era peça-chave no som do Doors, mas assumir o microfone depois de Morrison era pedir para ser comparado com alguém incomparável. No caso do The Heads, a própria ideia de seguir sem Byrne já parecia nascer manca.
O texto acerta mais quando fala de química do que quando tenta medir talento bruto. Em banda grande, muita coisa desanda não porque alguém seja um músico ruim, mas porque a engrenagem muda, o estilo se desloca ou a comparação fica impossível. O próprio artigo admite isso em alguns casos, mesmo sem assumir até o fim. Por isso a lista funciona mais como provocação para debate do que como sentença definitiva.
No saldo geral, os nomes mais fáceis de defender talvez sejam Stuart Sutcliffe e Sid Vicious, dois casos em que a lenda superou de longe a capacidade musical. Já outros, como Ripper Owens, Bekka Bramlett e Ray Wilson, parecem menos "piores músicos" e mais personagens de situações ingratas, chamados para segurar um piano que já estava caindo escada abaixo. Como quase toda lista desse tipo, a graça está menos em concordar com tudo e mais em ver onde o site resolveu forçar a barra.
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