Cinco bandas de metal que mudaram a sonoridade ao longo dos anos
Por Mateus Ribeiro
Postado em 25 de dezembro de 2022
Toda vez que alguma banda de heavy metal decide mudar algo em seu direcionamento musical, uma parte de seus fãs torcem o nariz, afinal de contas, as palavras "metaleiro" e "mudança" não combinam muito bem. Essas mudanças nem precisam ser muito chocantes, qualquer mínima alteração já é motivo suficiente para headbanger surtar, o que se tornou mais frequente com o crescimento da Internet.
Todas as grandes bandas de metal sabem que a mudança é necessária, mas também traz alguns riscos e possíveis prejuízos. Mesmo assim, existem aqueles grupos que não tiveram medo de mudar, como você pode conferir em mais uma lista assinada por Mateus Ribeiro.
Melhores e Maiores - Mais Listas
A seleção especial apresenta cinco (corajosas) bandas de metal que mudaram a sonoridade ao longo dos anos. Aperte o play e confira.
Carcass
A banda inglesa iniciou sua carreira nos anos 1980 tocando o mais ofensivo grindcore, que para uns é sinfonia e para outros, puro barulho. Conforme os anos foram passando, o Carcass lapidou seu som e passeou por death metal, melodic death metal e death 'n' roll.
O grupo anunciou sua separação na metade da década de 1990 e retomou as atividades em 2007. Desde então, Jeff Walker e seus parceiros lançaram dois discos, que são agressivos, mas passam longe da barulheira apresentada nos primeiros trabalhos.

Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Viper
O Viper foi formado nos anos 1980 por jovens e talentosos garotos brasileiros. Em seus primeiros discos, que contaram com os vocais de Andre Matos, o grupo brindou os fãs com um power metal cheio de melodia e emoção.
Como todos sabem, depois de gravar dois discos, Andre Matos se juntou ao Angra e o baixista Pit Passarell assumiu os vocais. As mudanças não pararam por aí, já que o som do Viper se tornou mais direto, como pode ser ouvido em "Evolution" e "Coma Rage", álbuns que flertam com o hard e o punk rock. Ainda houve espaço para o grupo gravar um disco de pop rock, o controverso "Tem Pra Todo Mundo".
Após algumas pausas, o Viper voltou definitivamente em 2012 e está tocando um som próximo do que era executado no início de sua carreira, como pode ser ouvido nos singles "Under The Sun" e "Freedom Of Speech".
Paradise Lost
A discografia do Paradise Lost apresenta momentos muito distintos. Quem não conhece o grupo inglês e for ouvir seus discos de forma aleatória, pode se deparar com gothic metal, doom metal, heavy metal e até mesmo canções com influências de rock alternativo e pop. E os caras fizeram um trabalho impecável passeando por todos os estilos citados.
Os últimos trabalhos do Paradise Lost mesclam agressividade e melodia nas medidas certas e certamente agradam os fãs de todas as fases.

In Flames
Aqui temos uma banda que mudou da água para o vinho (ou do vinho para a água, dependendo do seu paladar). O In Flames surgiu como um dos principais expoentes do melodic death metal, estilo que se tornou muito popular na segunda metade da década de 1990.
Após a virada do milênio, o quinteto flertou com o nu metal e com o metal alternativo, caminho que o grupo segue até hoje. Contudo, em seu próximo trabalho de estúdio, o In Flames ensaia uma famigerada volta às origens.

Soilwork
Liderado pelo talentoso e versátil vocalista Björn Strid, o Soilwork nunca se prendeu a um único estilo, embora o melodic death metal tenha sido a base dos primeiros trabalhos do grupo. O groove metal e o metalcore também podem ser ouvidos em alguns discos do Soilwork, o que deixou o som mais agressivo.
A partir de "Verkligheten", lançado em 2019, a banda também incorporou elementos de prog metal e as suas músicas ficaram mais melódicas do que pesadas. Resta saber como será o processo de composição para as próximas obras, já que o guitarrista e compositor David Andersson faleceu em setembro de 2022.

Para conferir "na prática" as mudanças no som de cada banda, confira a playlist abaixo. Não esqueça de começar a nos seguir no Spotify. Valeu!
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