Max Cavalera e o conselho dado por Ozzy Osbourne: "ambos nos sentimos traídos"
Por Emanuel Seagal
Postado em 15 de maio de 2022
Max Cavalera iniciará ainda no mês de maio uma turnê norte-americana com seu irmão, Igor Cavalera, tocando músicas dos álbuns "Beneath the Remains" e "Arise" do Sepultura. Em entrevista realizada pelo canal Sofa King Cool, Max falou da vindoura turnê e sobre sua saída do Sepultura em 1996, após o lançamento do álbum "Roots".
Ao ser questionado se ficou surpreso ao saber de grandes nomes que tentaram substituí-lo no Sepultura, ele disse: "Não muito surpreso. Na verdade, até pensei que um daqueles caras ficaria com a vaga. Lembro que alguém até mencionou que Mike Patton (Faith No More) poderia ter se juntado a eles, ou Rob Flynn (Machine Head). Sei lá, foi um período difícil pra mim, porque o Sepultura foi minha primeira banda, tipo minha primeira namorada, meu primeiro amor. Foi bem difícil. Quando saí da banda foi total escuridão, depressão, eu só estava bebendo e me drogando, atingi o fundo do poço, e pouco a pouco, com as pessoas certas ao meu redor, fui apontado de volta pra vida, e me encorajaram a continuar. Pessoas como Gloria (Cavalera), e até a gravadora na época, a Roadrunner", afirmou.
Max relembrou seu encontro com o príncipe das trevas, Ozzy Osbourne, que nos anos setenta também passou pela experiência de deixar uma grande banda, o Black Sabbath. "Fui à casa dele. Foi uma loucura. Se você falasse para o Max Cavalera adolescente que ele teria uma banda, seria um sucesso e Ozzy daria conselhos sobre sua nova banda, eu falaria 'Cala a boca (Risos). Não pode inventar uma coisa delas, para de zoar com minha cabeça', mas de fato aconteceu. Foi ótimo de ouvir porque ele passou por isso, ele se sentiu muito como eu, traído, meio que chutado, sozinho na sarjeta. Ozzy sentiu tudo isso, então ele sabia do que estava falando. Ele me disse 'Depende de você, dar a volta por cima, e mostrar ao mundo que você tem o que é preciso', meio que 'Você não precisa deles!', foi tipo um momento Rocky Balboa, 'Você tem que fazer isso!', e isso significou bastante pra mim, e foi quando comecei o Soulfly. Acabei gravando com o Deftones primeiro, fiz uma música chamada "Headup", e então fiz o primeiro disco do Soulfly", disse.
Max acrescentou que a música "No Hope = No Fear", segunda faixa do disco de estreia do Soulfly, é uma alusão ao que ele sentia na época. "Eu não tinha esperança, nenhum medo. O estado mais esquisito em que você pode estar, porque você não dá a mínima pra nada. Normalmente como artistas e músicos somos bastante cuidadosos, sobre o que dizemos ou fazemos, a música, mas naquela época eu estava 'Foda-se tudo! Eu não me importo, não tô nem aí se eu morrer hoje', e fiz o disco assim. É maluco fazer um disco assim, é até perigoso, mas o disco ficou ótimo", concluiu.
Assista o bate-papo completo, em inglês, clicando no player abaixo.
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