Jack Bruce: cinco momentos marcantes do músico

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz, Fonte: Youtube
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Mais uma grande lenda do Rock se vai, nos deixando órfãos. O baixo carregado de Jack Bruce, outro parceiro recorrente de Eric Clapton, não será mais ouvido nesta terra, nem mesmo sua voz cheia de paixão e vigor. Pelo menos não ao vivo. Foi uma de minhas maiores e mais fortes inspirações, pois foi com ele, B.B. King e o próprio Clapton que aprendi a amar o Blues.

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Deixo aqui, portanto, cinco singelos momentos que pude apreciar em sua carreira e dos quais creio que inspira e ainda inspirará muitos músicos ainda por vir. Gente mais nova como John Mayer e Johnny Lang devem muito a esse cara, e tenho absoluta certeza que muitos músicos e amigos que tocam aqui no Brasil também se sentem órfãos como eu hoje.

1. "Spoonful", do álbum Fresh Cream (1966)

Minha grande favorita. Uma das jams de blues que eu sempre tomo como referência para analisar improvisos no palco. Bruce com suas linhas descomunais, Clapton dando aula de guitarra, Baker arrebentando seu kit, simplesmente uma performance hipnótica.

2. "Strange Brew", do álbum Disraeli Gears (1967)

Do gênero mais psicodélico do blues inglês, com certeza uma de minhas favoritas.

3. "Tales of Brave Ulysses", do álbum Disraeli Gears (1967)

Absolutamente fantástica, climática, épica! Clapton, Bruce e Baker eram a cozinha mais que perfeita.

4. "Sunshine of Your Love", do álbum Disraeli Gears (1967)

Sei que não é a performance mais memorável da banda neste vídeo, mas coloco aqui esta performance simbólica como um dos últimos momentos que esses caras sensacionais partilharam juntos no palco. Esta música fica sensacional em qualquer época. Está no meu top 5 da banda e com certeza se trata de uma das mais importantes composições de todos os tempos.

5. "Come to Me", do álbum Seven Moons com Robin Trower (2008)

Por último, gostaria de deixar algo que Bruce fez em 2008 com o fantástico guitarrista setentista Robin Trower. Em pleno início de século XXI, os dois se juntam para fazer mágica juntos e mais uma vez Bruce deixa a sua marca. Este álbum é maravilhoso e esta música em especial tem aquele clima de clássico que a gente espera de dois grandes mestres em sua arte e que com certeza se imortalizaram através dela.

Agora, meu caro Jack Bruce, descanse em paz, cara! Você fez muito, fez bem, cativou e encantou nossas almas e com certeza será lembrado pelos séculos.


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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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