30 Anos da Besta - Paul Stenning
Por Daniel Miola de Amorim
Postado em 15 de julho de 2011
Decepcionado. Foi assim que me senti ao acabar de ler a biografia não-autorizada daquela que foi uma das minhas bandas favoritas. Se, assim como eu, você achou um pouco exagerada a (ótima) crítica publicada aqui mesmo no Whiplash!, em 02/01/2011, de autoria de Paulo Finatto Jr – que deve ser (re)lida -, e mesmo assim teimou em comprar o livro, se deu mal.

É louvável a iniciativa da Beast Books em se especializar em biografias de bandas, talvez seja até a única neste seguimento específico no Brasil, que se mostra carente deste tipo de publicações. E para quem gosta de música e literatura, nada melhor do que reunir as duas. Mas o livro, de autoria de Paul Stenning, que é escritor especializado na área de rock e metal, além do fraco conteúdo e uma narrativa que não envolve o leitor - às vezes um pouco confusa -, não tem uma boa qualidade editorial.
Consultando no site da Amazon (consulta realizada em 09/07/2011), o livro original em inglês apresenta 320 páginas, enquanto que o nacional tem 222. A Beast Books formatou o texto de forma a deixá-lo espremido e, assim, reduzir o número de páginas, talvez pensando em economizar na publicação. A capa/contracapa não têm nem aquela tradicional e básica "orelha", utilizada para marcar a página. Não sei se o lançamento em inglês também não apresenta imagens, mas na publicação brasileira não há uma única imagem da banda, nem mesmo das capas dos álbuns/singles. E toda esta economia – que inclusive se reflete nos erros de tradução e português já apontados pelo Paulo Finatto Jr - não se traduz em um preço acessível ao público, que chegou a pagar até R$ 70,00 pelo livro (eu tive a "sorte" de pagar um preço promocional de R$ 56,00).

O autor aborda temas secundários e até terciários em relação à história do Iron Maiden. Tem um capítulo inteiro dedicado ao Samson e uma entrevista com ex-membros do Wolfsbane, mas, no entanto, dá apenas uma pequena pincelada na passagem de Blaze pela banda, além de uma reflexão do autor sobre se o grunge foi ou não responsável pela queda de popularidade do heavy metal na década de 90. Muitas vezes tive a impressão que o autor estava fazendo apenas uma crítica aprofundada dos álbuns, intercalando com citações de algum membro, deixando a parte histórica em segundo plano.
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Adquiri "30 Anos da Besta" embalado pelas leituras das biografias do AC/DC (A História da Banda AC/DC – Let There Be Rock, Companhia Editora Nacional, 2009) – que li com muito prazer - e de Ozzy Osbourne (Eu Sou Ozzy, Benvirá/Saraiva, 2010) – que adorei -, o que aumentou minha expectativa/ decepção pela biografia não-autorizada do Iron Maiden. Agora é aguardar para ver se alguma editora resolve lançar por aqui a biografia oficial ou algum material biográfico que faça jus ao nome da banda.

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