Epica: se você tirar toda a orquestração, a banda é Death Metal

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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Esta semana, a banda holandesa EPICA inicia uma turnê de cinco shows no Brasil. Liderados por Mark Jansen, ao lado de Simone Simmons, o sexteto holandês inicia sua nova jornada em terras brasileiras a partir de Porto Alegre, onde se apresentam nesta terça no Opinião. No dia seguinte é a vez da capital paranaense, recebendo os holandeses para um show no Master Hall. No final de semana, Rio de Janeiro (sexta, 6, Fundição Progresso), Belo Horizonte (sábado, 7, Music Hall) e São Paulo (domingo, 8, Audio) encerram a parte brasileira da turnê. Tive a oportunidade de conversar por telefone com Mark Jansen, guitarrista, vocalista, fundador da banda e um dos artistas mais simpáticos que já entrevistei. Conversamos entre vários outros assuntos, sobre os shows no Brasil, sobre o que lhes inspira e como dividem as partes que cada um canta (ele e Simone são os vocalistas da banda). Falamos até sobre futebol em uma longa entrevista que você confere em duas partes a partir de agora.

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Cara, é um prazer falar contigo. Eu gostaria de comparecer ao seu show, mas não moro em São Paulo, moro em Fortaleza e espero que vocês possam vir aqui em alguma turnê futura.

Mark Jansen: Eu espero também, mas desta vez, estamos fazendo cinco shows no Brasil pela primeira vez, eu acho que é mais ou menos o máximo que podemos fazer no Brasil porque temos o limite de fazer turnês de cerca três semanas por causa das crianças que os outros caras tem no EPICA, e todos os outros países, e então, não há muito espaço para fazer mais shows que isso no Brasil. Eu acho que a chance é pequena, mas quem sabe no futuro.

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Sim, eu entendo. Mas quem sabe vocês possam trocar algumas cidades no futuro.

Mark Jansen: Sim, mas normalmente os promotores sempre oferecem as mesmas cidades. Então, não é muito escolha da gente. É escolha dos promotores. O que os produtores pensam que é melhor para o EPICA e para eles.

Entendo. Vocês vão estar de volta ao Brasil para esta nova turnê. O que os fãs brasileiros podem esperar desta turnê.

Mark Jansen: Bem, eles podem esperar algum novo material do "Quantum Enigma" porque nós descobrimos que as críticas ao álbum tem sido muito boas e também agora que nós já temos tocado algumas canções ao vivo, depois do lançamento do álbum, e as respostas das pessoas também tem sido muito boas. Então eu acho que vamos tocar algum material novo, mas vamos tocar pelo menos uma canção de cada álbum, alguns álbuns com mais algumas canções. Então, eu acho que vai haver uma boa variação no setlist. Nós vamos também trazer uma produção extra, com algum show extra de luzes. Sim, eu acho que vai ser um show bem interessante.

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Sim, isto é bem. Você é bem familiar com o Brasil, você já esteve aqui antes. Eu soube que você tem ou teve uma namorada brasileira. Isso o faz, de uma certa forma, mais habituado com nossa cultura, costumes e tradições que outros artistas estrangeiros que nos visitam. Quais são suas expectativas pessoais ao voltar ao nosso país?

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Mark Jansen: Expectativas pessoais? É... Sim, o que eu espero, com certeza, o público vai estar tão maravilhoso quanto das outras vezes também. Mas é sempre uma coisa traiçoeira esperar coisas porque se elas não acontecem você pode ficar desapontado, então, usualmente eu sempre viajo sem muitas expectativas, mas com muitas esperanças e eu realmente espero que esta seja uma grande turnê, as pessoas vão ficar selvagens. Isto é o que eu gosto especialmente de excursionar no Brasil e na América do Sul em geral. É que as pessoas são tão apaixonadas, cantam junto com as músicas, cantam as letras das canções. Isso é algo que eu realmente procuro, mas eu também procuro pelo bom tratamento, que nós sempre temos no Brasil. As pessoas são muito agradáveis, nos tratam muito bem e nos levam para bons restaurantes. Nós sempre recebemos mais do que podemos manejar. É sempre um grande prazer ir ao seu país.

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Além de muitos shows "sold out" na Europa e provavelmente no Brasil, vocês fizeram no ano passado o seu primeiro show na Índia. É um país muito diferente tanto do Brasil quanto da Holanda, tendo uma cultura interessante e muitos segredos. Como foi este show? Que fato curioso ou situação você pode dividir com a gente?

Mark Jansen: Bem, primeiro de tudo, foi um tempo muito curto na Índia. Foi realmente chegar, dormir no hotel, fazer o soundcheck, tocar, ir para o hotel novamente, dormir e pegar o avião novamente no dia seguinte para casa, mas quando eu estava no carro, do aeroporto para o hotel eu realmente tentei olhar ao redor o máximo possível para ver ao menos como as cidades se parecem. Mumbai era realmente muito diferente do que eu estou acostumado. E estas coisas eu gostei muito porque gosto de viajar para novos países, conhecer novas pessoas, culturas diferentes. A única coisa que eu realmente tive um tempo extra pra fazer foi algum esporte, porque tinha uma pista de atletismo próxima ao local em que iríamos tocar. Eu fiz uma corrida de cinco quilômetros e atingi meu recorde pessoal, então eu também vou lembrar da Índia como meu recorde pessoal de corrida de cinco quilômetros.

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Eu costumava fazer isso quando era mais jovem também. Existe algum lugar que vocês queiram tocar mas ainda não tiveram chance?

Mark Jansen: Ah, muitos ainda. Por exemplo, Nova Zelândia... tem o Japão... África do Sul onde nós vamos agora pela primeira vez. Ainda não tocamos lá, mas vai acontecer. E também alguns países na Ásia, como a Coreia do Sul, onde ainda não estivemos. E ainda existem até alguns países na Europa em que ainda não estivemos. Basicamente, todos os países do mundo em que ainda não estivemos estariam na nossa wish list para tocar. Mas alguns vão ter que ficar para sempre nessa lista, pois são países que não tem uma cena de metal ou o governo não autoriza que shows de metal aconteçam. Então, mesmo que haja uma longa wish list, nós sabemos que alguns países estão fora da realidade. Então, por exemplo, Irã. Existem algumas pessoas do Irã que adorariam nos ver tocando lá. Nós algumas vezes recebemos emails de fãs do Irã, mas eles próprios sabem que o governo não deixaria que shows de metal acontecessem naquele país, o que é uma pena, mas é o jeito que as coisas são. Infelizmente.

Sim, infelizmente. Não podemos mudar isso. E, falando sobre ele, seu último álbum, como você tem visto a recepção para o "Quantum Enigma"?

Mark Jansen: Sim, nós estamos impressionados. Nós estamos nós mesmos orgulhosos do material, do jeito que foi gravado, do trabalho do time inteiro que foi mais forte que antes, mas você nunca sabe como as pessoas vão reagir a ele. Mas recebemos muitas críticas boas imprensa e também as reações dos fãs foram tão boas. Foi um grande alívio pra gente, porque mesmo quando você acredita em algo, você sempre tem que esperar pra ver como as pessoas vão reagir a ele. Sim, foi até melhor do que nós desejávamos, porque foi um passo maior adiante com o novo álbum, um passo até maior do que já fizemos no passado. Então, como eu disse, foi melhor do que poderíamos desejar. Foi uma boa recepção e uma boa resposta de todo mundo.

E se reinventar é algo que poucos artistas conseguem. Todo site, blog, revista afirma que o QE é um tipo de reinvenção do EPICA. Isto foi intencional? Vocês estão satisfeitos com os resultados?

Mark Jansen: Sim. É intencional porque nos sentamos juntos depois do DVD "Retrospect", porque este DVD foi como um DVD de dez anos de aniversário do EPICA, um resumo do que fizemos nesses dez anos. Pensamos o que faríamos pelos próximos dez anos, nós não queríamos começar a nos repetir. Existe sempre o risco que uma banda comece a se repetir depois de vários anos e fazendo a mesma coisa de novo e isto é algo que nós realmente queríamos evitar porque começa a ficar entediante para nós e começa a ficar entediante para os fãs se nós começássemos a fazer um álbum que fosse algo que nós já tivéssemos feito antes. Então nós mantivemos os ingredientes do EPICA, mas mudamos algumas coisas como novo produtor, novo responsável pela mixagem, novo modo de trabalho, trabalhando mais como time do que individualmente nas canções. Então, também o processo de gravação foi modificado. Todas essas coisas nos fizeram mais criativos e também nos fizeram soar mais renovados e nós nos sentimos também mais renovados em trabalhar assim. Então, é verdade que foi intencional e era exatamente o que nós precisávamos para ficar completamente motivados.

Li em algum lugar que o conceito por trás dele é a física quântica. Se você olhar para um experimento, em níveis quânticos, você estará modificando a sua natureza, a natureza da partícula. Então, você acredita que os fãs, como observadores, desempenham um papel no processo de composição das suas canções?

Mark Jansen: Hahaha. Esta é uma boa pergunta. Sim, isto é algo difícil de dizer porque ninguém sabe de onde a inspiração vem, por exemplo. Quando você pergunta esta questão para músicos você tem sempre respostas muito vagas como "isto de repente estava lá", "vem de...de...", algumas pessoas dizem que veio deles mesmos, outras pessoas dizem que veio do espaço sideral... Eu acho que a inspiração não vem de um indivíduo, não vem de você mesmo, eu acho que vem de algum lugar. Como eu acredito que também a física quântica mostra também que estamos todos conectados, pode ser também possivelmente como você diz, que toda a inspiração vem de todos nós coletivamente, também dos fãs, então não é um pensamento doido. Desde que eu comecei a descobrir estas coisas de física, um mundo completamente novo apareceu pra mim, e todas essas coisas que pareciam loucas no passado agora parecem naturais para mim. Então, até isso pode ser naturalmente possível.

Bem, eu tenho outra questão que pode ser difícil. Você divide os vocais com Simone Simmons, numa maneira "A Bela e a Fera". Como você sente que é hora de você cantar ou que é hora dela cantar? Existe alguma canção que, depois de ter sido lançada, vocês pensaram que havia uma parte em que seu estilo de cantar seria mais apropriado à canção que o dela, ou que o estilo dela se encaixaria melhor que o seu, mas que seria tarde demais para gravar a canção novamente?

Mark Jansen: Não, usualmente, nós testamos tudo bem o suficiente para saber com certeza o que soa melhor. Na fase de pré-produção, nós testamos tudo. Quando não funciona com a Simone, eu ainda posso tentar. Se também não funcionar comigo, nós saberemos que a canção não era boa o bastante. Usualmente, nós naturalmente sabemos quando é hora pra ela ou eu cantar. Então, primeiro de tudo, de qualquer forma é 66% é ela cantando e 33% eu. Então nós mantemos esse tipo de variação. E também esta quantidade, em geral, porque ela é a frontwoman e ela também pega naturalmente mais partes para cantar e também porque é assim que o EPICA é. Eu realmente canto apenas nas partes em que eu realmente sinto que posso contribuir com algo extra que a canção precisa. Eu nunca cantaria em alguma parte onde eu achasse, por exemplo, apenas que está na hora de cantar, apenas onde existe algo extra que eu possa adicionar com meus vocais. E isso funciona realmente bem assim. Eu não mudaria nenhuma das partes do passado em que Simone cantou para que eu cantasse. Pelo menos, nada me vem à mente.

E, depois desta turnê, quais são os próximos planos do EPICA?

Mark Jansen: Depois desta turnê, nós vamos para a Suécia, e também para a Rússia. Vamos fazer alguns shows na Grécia, Israel. Então, depois vamos fazer muitos shows nos festivais de verão, porque a temporada de festivais de verão (N.R. Na Europa) vai começar. Depois disso nós vamos para os Estados Unidos fazer uma turnê lá. Depois disso vamos fazer outra turnê europeia. Depois disso vamos tirar um tempo para ir para Austrália e Ásia.

Apesar de que a maioria de vocês vem de outras bandas, o EPICA é uma banda que foi criada relativamente recentemente. Quando a banda lançou seu primeiro álbum, a Internet já era um fenômeno popular. Então, vocês não foram pegos de surpresa pelas mudanças que aconteceram na indústria da música nos últimos quinze anos. Então, qual a sua visão sobre o negócio da música hoje, sobre downloads (legais e ilegais) e sobre a necessidade dos músicos de estarem quase constantemente na estrada?

Mark Jansen: Eu posso dar uma resposta muito longa, porque eu tenho várias ideias sobre isso. Primeiro, estou pensando que eu sou um grande fã de LPs, ao invés de CDs. Eu acho que quando o formato CD foi introduzido, ele apresentou muitas vantagens, mas, mais desvantagens que vantagens porque ele se quebra facilmente. E é muito feio, porque é muito pequeno, enquanto os LPs tem uma grande capa e isso parece mágica, parece grandioso, enquanto o CD tem uma capa pequena. Como músico, isso me machuca um pouco porque fazemos uma obra de arte e enquanto ao mesmo tempo no LP ela realmente parece maravilhosa e no CD, tão horrível. Downloads ilegais ou downloads legais... eu pessoalmente não gosto de fazer downloads. Não por causa do download em si, mas porque você perde a grande arte das capas. Eu pessoalmente não faço download de quase nada, porque eu realmente amo essas capas grandes dos LPs, mas não tenho nenhum problema com o download. Quando as pessoas querem baixar um álbum é uma coisa boa. Quando eles baixam legalmente é até melhor, mas quando eles decidem baixar ilegalmente, eu também não tenho problema com isso, pois acho que a música é arte e quando as pessoas escutam a sua música, isso é o melhor que você pode alcançar. E se eles gostam da música e se eles quiserem comprar um CD, LP, camisa, então eu fico grato por isso, porque eu sei que existem muitos músicos que são muito frustrados com o download, e eles acham que é roubo. Mas, eu acho que a arte sempre deve ser feita em primeiro lugar para fazer as pessoas felizes e essa é minha maior meta na vida, com a música que fazemos, fazer as pessoas felizes. E quando elas não tem dinheiro para comprá-la, então eu ainda fico feliz se elas a escutarem.

Esta é uma questão que eu sempre pergunto para meus entrevistados. Existe algum artista brasileiro ou banda, em qualquer estilo, que você goste ou mesmo que tenha influência sobre seu estilo de música?

Mark Jansen: Sim, definitivamente SEPULTURA. Quando eu era adolescente eu comecei a ouvir o SEPULTURA. Era uma das bandas que com certeza influenciaram meu gosto pessoal e também no EPICA. Mesmo que não soe tão claramente a influência deles, se você tirar toda a orquestração você vai ouvir bem facilmente o quão orientada ao Death Metal é a nossa música. Então, nesta forma, o SEPULTURA me influenciou.

Ok, bom saber disso. Eu pensei que você iria falar também do ANGRA. Simone Simmons canta na canção que dá nome ao novo álbum do ANGRA. Você teve a chance de ouvir à canção, ou ao álbum completo? Se teve, o que achou?

Mark Jansen: Não. Eu não ouvi. Eu pessoalmente não sou um fã do ANGRA. Eu gostei da música deles quando ouvi alguma coisa, mas eu não ouço muito da música deles. Eu também não ouvi a contribuição da Simone, eu não posso dizer sobre isso, sobre como soa, porque não sei.

Neste momento perguntei se ele tinha tempo para mais algumas questões. Mark falou-me que teria que falar com o próximo entrevistador. Então, pedi que deixasse sua mensagem para os fãs brasileiros, especialmente para aqueles que iriam aos shows nas cinco cidades (Porto Alegre, Curitiba, Rio, BH e Sampa). O mais incrível é que apesar do tempo limitado, Mark me telefonou novamente falando que não estava conseguindo entrar em contato com meu próximo colega. Então, a conversa continuou, abrangendo assuntos mais gerais como futebol, cinema, KAMELOT. Você confere a segunda parte desta entrevista brevemente aqui no Whiplash.net

Mark Jansen: Eu gostaria de dizer que espero que todos venham ao show e que façamos uma grande parte junto. E o que eu gostaria de adicionar é que quanto mais energia nós temos do público, mais energia nós somos capazes de dar de volta a eles. Então, eu realmente não posso esperar. Eu espero que nós possamos chegar logo, que o tempo passe bem depressa pra gente chegar. Será uma grande festa, como eu disse. Eu mal posso esperar.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

Mais matérias de Leonardo Daniel Tavares da Silva no Whiplash.Net.

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