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Santarem: entrevista com a banda pelo Blog Arte Metal

Por Vitor Franceschini
Fonte: Blog Arte Metal
Em 24/11/12

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No meio musical, principalmente no Rock/Metal, há aquela máxima de que o terceiro álbum de uma banda é a prova de fogo para ver se o grupo vai ou não dar conta do recado dali pra frente. Isso pesa ainda mais no caso do primeiro trabalho ser um estouro e o segundo manter essa explosão, aí tudo cai em cima do próximo e fundamental disco. "No Place To Hide", terceiro álbum dos paulistanos do Santarem meio que teve essa função, mas não somente essa responsabilidade. O disco apresentou o novo vocal da banda, Thiago Scataglia, além de ter um direcionamento mais direto e possuir um conhecido nome na sua produção. Falamos com a ‘cozinha’ do grupo, que é formada por Guilherme Furlan (baixo) e Agenor Vallone (bateria) – completa o time o guitarrista Alex Andreoni - sobre estes e outros assuntos. Confira nas linhas abaixo.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Vocês estão em seu terceiro álbum oficial, ou seja, passaram pela prova de fogo. Como vocês diriam que está a carreira do Santarem hoje?

Guilherme Furlan - Eu diria que o mercado musical mudou bastante desde quando começamos a banda na década de 90 e hoje em dia, mas estamos muito seguros do que queremos. Nosso objetivo sempre foi compor um material com personalidade e qualidade, independente de modas, tendências etc. O que importa para nós é continuarmos a fazer música de verdade, música honesta.

Após mais de um ano de divulgação de "No Place to Hide", como vocês o vêem em relação aos dois primeiros álbuns?

GF - Sem dúvida é nosso melhor trabalho em termos de composições. Nos álbuns anteriores a veia "progressiva" estava mais evidente devido aos antigos membros da banda. Nesse disco o som está um Heavy Rock mais direto, mas ao mesmo tempo mais melódico.

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Ainda sobre o último álbum como tem sido a repercussão dele e quais composições tem agradado mais nos shows?

Agenor Vallone - "No Place to Hide" tem tido uma aceitação muito boa, tanto de público quanto da crítica, e me parece que hoje ele "fala mais alto" do que alguns meses, isso me surpreendeu. Ao vivo, acho que Leave it Out, Someone, No Place to Hide, Far Away são cantadas junto com a banda, é incrível!

GF - Estamos recebendo ótimas criticas em relação ao álbum "No Place to Hide", a galera recebeu muito bem nosso novo vocal. O repertorio atual inclui todas as canções do álbum e cerca de 4 ou 5 faixas mais antigas que gostamos de variar dependendo do show.

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O som do Santarem caminha dentro de vários estilos similares como Hard Rock, Classic Rock, Heavy Metal e Prog Metal. Vocês concordam com isso? Como definiriam a sonoridade da banda?

AV - Sim, é verdade, transitamos por vários estilos, mas isso não é premeditado, simplesmente acontece. Isso se deve ao fato de sermos quatro músicos completamente diferentes, quero dizer, temos estilos diferentes, e quando compomos isso se reflete na música.

GF - Nossa raiz é o Heavy Rock clássico, mas todos na banda ouvem também outras coisas. Nosso vocal (Thiago Scataglia) é bem ligado em caras como Geof Tate e Michael Kiske, o guitarrista (Alex Andreoni) curte muito Van Halen e caras de jazz mais modernos como Mike Stern, eu já admiro muito artistas como Rush, Bob Marley e Ramones. A gente não é muito ligado nesses rótulos, mas acho que se fosse para mencionar talvez "Hard Rock melódico" fosse adequado.

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"No Place to Hide" me soa como o ápice da banda em termos de técnica e feeling, mas acredito que os trabalhos anteriores não deixam a dever em qualidade. O quê vocês podem nos falar sobre isso?

AV - Obrigado pelo elogio. Desde o início das composições, tudo foi feito com muito cuidado, com a participação da banda toda, não nos importamos com o tempo desde que ficasse como queríamos, trabalhamos muito, durante e após as composições estarem prontas, acho que foi isso que transformou "No Place to Hide" em um dos melhores lançamentos de 2011.

GF - Acho que se você realmente gosta de fazer música é natural com o passar do tempo você adquirir uma certa maturidade musical e experiência, isso acaba refletindo nas novas composições e ao mesmo tempo isso não tem nada a ver em ser um "virtuose" no seu instrumento ou apelar para "malabarismos técnicos". Outro fator é que nos álbuns anteriores a banda tinha uma identidade musical um pouco diferente devido ao antigo batera e vocal que, por exemplo, gostavam muito de Marillion, logo essa influência mais progressiva era mais evidente.

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O trabalho foi produzido por Ricardo Confessori (Angra/Shaman) e a produção ficou excelente. Como surgiu essa oportunidade, como foi trabalhar com Ricardo e pretendem produzir um novo álbum com ele?

AV - Eu e o Ricardo somos grandes amigos a mais de dez anos, acompanhei todo o seu trabalho com o Shaman, e já conhecia seu trabalho como produtor. Durante um churrasco no sítio dele, surgiu a ideia (na hora pareceu loucura) de gravarmos a bateria lá, no sítio. Eu conhecia a ambiência do local, porque já havia tocado muitas vezes com o Ricardo naquela sala, então, entre um estúdio e a sala, optei pela sala. Gravávamos sete, oito horas seguidas, até ficar como ele queria, o Ricardo é muito meticuloso, se alguma coisa não agrada, faz de novo!

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GF - Há técnicas e conhecimentos que só quem tem muitos anos de estrada tem e sabe utilizar da melhor forma. Ao fazer um álbum uma das questões mais delicadas é ter alguém com experiência de gravação e mixagem no estilo que você se propõe a tocar. Com certeza dá muita diferença no resultado final. Ainda não temos nada definido para os próximos trabalhos.

"No Place to Hide" chegou a ser lançado no exterior? Qual a resposta vinda de fora do país?

AV - Com a globalização as pessoas podem conhecer seu trabalho mesmo que não seja lançado em seu país. Tenho alguns amigos na Bulgária e na Itália que tem ouvido "No Place to Hide" em alguns lugares aonde vão, e as pessoas gostam!

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GV - Com a ajuda da internet esse novo trabalho se tornou acessível a muita gente de fora do país através de fóruns especializados e outros sites, vimos que as músicas tiveram uma boa repercussão, mas o álbum mesmo ainda não foi lançado no mercado internacional.

Quais músicas do último trabalho têm se saído melhor ao vivo?

AV - Leave it Out, Someone, No Words to Say, acho que por causa dos vídeos, e No Place to Hide.

GF - Desse novo trabalho eu diria que No Words to Say, Far Away, Take me Home e Leave it Out estão ficando ótimas.

Aliás, como está a agenda da banda? Há espaço e profissionalismo para shows? Como vocês vêem a atual cena do metal no Brasil?

AV - Temos trabalhado bastante, não apenas em shows, mas também em outras atividades que antes ficava a cargo das gravadoras, como contratos e merchandising. Procuramos sempre manter certo nível nos shows, e isso está funcionando, tendo em vista a receptividade do público.

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GF - Hoje em dia eu vejo uma melhor organização e profissionalismo nos eventos e festivais, temos equipamentos e estrutura de ótima qualidade, mas por outro lado não vejo muita união entre as bandas e os profissionais do ramo, há certas "panelas" onde você não entra se não pagar o famoso "jabá". Sem falar que muita gente ainda só presta atenção em "banda gringa" É algo cultural.

Uma curiosidade, como surgiu a idéia do nome da banda e qual o significado?

GF - Quem sugeriu o nome foi nosso guitarrista Alex Andreoni ao ler um livro sobre a história de sua família e era citada a cidade de Santarem, algo como um marco. Como na época ele estava atrás de um nome para essa nova banda acabou ficando. Nada muito profundo... (risos)

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"No Place to Hide" foi lançado em 2011, isto é, provavelmente a banda está a ponto de soltar coisa nova. Podem nos adiantar algo? Quais os planos do Santarem?

AV - Sim, estamos compondo novas músicas e deveremos começar a gravar no primeiro semestre de 2013, mas ainda não escolhemos o produtor.

GF - Ah, já temos ideias novas sim, nossa intenção é lançar em breve um EP com 2 ou 3 faixas novas ao invés de esperar termos 9 ou 10 faixas para lançar um álbum "full length". Tudo leva a crer que o material seguirá essa tendência Hard Rock melódica do "No Place to Hide", mas nunca se sabe... (risos)

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Muito obrigado, podem deixar mensagens.

AV - Obrigado pela oportunidade, esperamos vê-los em breve nos shows. Comprem os CD´s das suas bandas preferidas e assistam seus shows, só assim as coisas vão mudar.

GF - Obrigado por abrir esse espaço para falarmos um pouco da banda e para aqueles que quiserem conhecer nosso trabalho é só acessar nosso SITE OFICIAL (www.santarem.art.br), inscrever-se em nosso canal no YOUTUBE (www.youtube.com/SantaremOficial) ou "curtir" nossa página no FACEBOOK (http://www.facebook.com/SantaremOficial?fref=ts). Valeu!

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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