Rush: Alex Lifeson revela a chave do sucesso

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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O Classic Rock Revisited entrevistou o guitarrista Alex Lifeson do RUSH. Seguem alguns trechos da conversa.

Falando sobre o fato do "Clockwork Angels" ter marcado o retorno do RUSH ao álbum conceitual:

Lifeson: "Fizemos um número de peças estritamente conceituais, mas há um bom tempo decidimos que iriamos passar desse formato. Saímos dessa no fim dos anos 70. Ao mesmo tempo, todos nossos discos são temáticos e espontaneamente interligados; às vezes de uma forma mais ampla e às vezes de uma forma mais estreita. O Nick [Raskulinecz, produtor] estava realmente instigando algo assim; não especificamente algo conceitual, mas uma história".

Falando sobre o processo de composição e gravação do "Clockwork Angels":

Lifeson: "Estendemos esse álbum por alguns anos e acabou sendo uma forma bem agradável de trabalhar. Isso nos deu um pouco de espaço para respirar, pois compusemos em grupos de canções. Acho que sempre ajuda ter um pouco de variedade. Quando você vai pro estúdio e grava tudo junto, isso traz uma consistência. Acho que nós de fato alcançamos uma dinâmica interessante. Temos muitas músicas que são diferentes uma das outras. Acho que muitas músicas são bem cinematográficas e parte da história. A primeira leva que fizemos consistiu em cinco músicas que compusemos há vários anos atrás. Quando penso nas músicas no álbum, penso delas dentro dos pequenos grupos em que as compusemos".

Em que o RUSH de 2012 é diferente da banda que foi em 1976:

Lifeson: "A juventude é uma coisa muito volátil. Quando eramos mais jovens pensávamos de forma diferente quanto à nossa composição e forma de tocar. Estabelecíamos para nós um padrão bem elevado e trabalhávamos muito rapidamente. Nós, geralmente, tínhamos muito pouco tempo para trabalhar em nossos discos porque fazíamos muita turnê. Tudo que acabávamos fazendo tinha essa grande energia. Hoje sentimos uma confiança bem descontraída em nossa música e composições e também em nossa forma de tocar. Nós absolutamente nos respeitamos e confiamos uns nos outros, mais do que nunca. Acho que é um aspecto muito importante a forma como trabalhamos e como criamos nossos discos. Você tem de ser capaz de confiar no outro e não achar que a sua idéia é a mais valiosa. Todos tentamos fazer o melhor trabalho que podemos enquanto banda. Não há um indivíduo mais importante que o conjunto. Aprendemos ao longo de quarenta anos que essa é a chave do nosso sucesso e nossa integridade".

Leia a entrevista na íntegra no Classic Rock Revisited:
http://www.classicrockrevisited.com/interviewalexlifeson2012...


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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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