Mike Portnoy: "É impossível agradar todo mundo!"

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Por Karina Detrigiachi, Fonte: PyroMusic, Tradução
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Mike Portnoy, baterista do DREAM THEATER, falou durante uma entrevista para a PyroMusic sobre o fato da sonoridade da banda estar cada vez mais pesada.

Pra mim, o novo álbum possui um equilíbrio entre elementos progressivos, metal e alguns dos melhores refrãos que você já escreveu. Acho que a última vez que você se fixou em um equilíbrio foi em "Train Of Thought". Era esse o objetivo deste álbum?

Portnoy: "Para ser completamente honesto, sem frescura, este é nosso objetivo com todos os álbuns. Acho que às vezes é mais fácil para algumas pessoas do que para outras, sabe? Você mencionou ‘Train of Thought’ — eu amei o ‘Train Of Thought’ e acho que nós definitivamente firmamos esse álbum. Mas há pessoas que não gostam desse álbum porque é muito pesado ou seja lá o que for. Depois há pessoas que amam o ‘Octavarium’ e outras pessoas que dizem que ele não é pesado o bastante. É impossível agradar a todos.

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O que eu quero dizer é, se você fizer uma enquete com cem fãs do DREAM THEATER, você receberá respostas diferentes de cada um deles. Então, de verdade, é nosso objetivo cada vez e, toda vez que fazemos um álbum, conseguir um equilíbrio das três coisas que você mencionou — o progressivo, o metal e o melódico. Toda vez tentamos ter estes três elementos da forma mais forte possível.

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Devido a isso, quando um álbum recebe críticas negativas ou os fãs criticam, isso não te incomoda simplesmente porque eles são susceptíveis a amar o próximo álbum?

Portnoy: "Bem, isso nos incomoda, mas ao mesmo tempo sabemos que não podemos agradar a todos; é impossível.
Portanto, neste ponto da nossa carreira, simplesmente acabamos por fazer o que for preciso para agradar a nós mesmos em primeiro lugar e esperamos que os fãs aproveitem.

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Eu sou provavelmente o músico mais orientado pelos fãs que você irá conhecer e eu presto muita atenção no que eles dizem. Eu dou o meu melhor para direcionar esta banda em um caminho agradável aos os fãs e tento dar aos fãs o que eles querem. Mas há tanta diversidade em nossa base de fãs que é impossível agradar a todos eles, entende? (risos) Porque alguns preferem de um jeito, outros preferem de outro, alguns gostam do material mais pesado, outros não o suportam.

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Então ao final do dia, apenas fazemos o que temos de fazer, nos mantermos felizes e tentamos fazer os fãs felizes, mas sabemos que é impossível agradar a todos".

Você mencionou os elementos mais pesados e este aspecto no seu som fica definitivamente enfatizado em faixas como "A Nightmare To Remember" do novo álbum, que em certos momentos é quase um flerte com o black metal, bem como a utilização de seus vocais guturais. Isso é algo que o DREAM THEATER vai explorar nos álbum futuros?

Portnoy: "Bem, eu sou um grande fã deste tipo de material e eu sempre estive por dentro de materiais mais pesados e o mundo do metal é uma grande parte do meu mundo.

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Então trata-se de algo que sempre fez parte do DREAM THEATER, mas acho que cresce cada vez mais com o tempo... O metal está ficando tão diversificado, podemos ouvir OPETH ou SLIPKNOT ou TRIVIUM e isso leva a música a vários lugares diferentes. Mas na verdade, pessoas que ouviram este álbum disseram: ‘Por que vocês estão ficando tão pesados?’ (risos) Porém nós sempre tivemos este lado mais pesado. O que eu quero dizer é, se você ouvir a primeira música do nosso primeiro álbum, ‘A Fortune In Lies’, ela poderia ter sido uma música thrash metal! É tudo rápido, bumbo duplo e guitarras robustas, ela simplesmente não teve uma grande produção. Então eu acho que uma vez que nossa produção se torna maior e melhor a cada álbum, isso se mostra mais evidente.

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E assim como você mencionou, eu tenho inserido mais vocais ‘urrados’, simplesmente porque acho que às vezes se encaixa melhor que o vocais limpos do James [LaBrie]. Não toda vez, mas às vezes. Então, acho que isso está mais evidente, mas na verdade, este lado mais pesado sempre fez parte do DREAM THEATER".

Para ler a entrevista completa (em inglês) acesse este link.

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Sobre Karina Detrigiachi

Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.

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