Otep: "Fazer turnês não é para qualquer um", diz vocalista

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Por Karina Detrigiachi, Fonte: FMQB, Tradução
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A vocalista do OTEP, Otep Shamaya recentemente concedeu uma entrevista onde falou sobre a relação de poesia com música, o novo álbum da banda e explica as mudanças na formação.

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Parece que você está indo em uma direção um pouco mais diferente neste álbum. Você quis experimentar algumas coisas novas no vocal?

Shamaya: "É uma compilação de tudo o que eu já fiz como vocalista. Em nosso primeiro álbum, tínhamos três canções as quais utilizamos - eu não sei se chamaria isso de batida - mas sim vocalização rítmica.

Eu estava tentando trazer esse estilo de volta, porque eu realmente gosto desse tipo de apresentação. Não vejo isso como estar fazendo algo de diferente - eu vejo isso como uma tentativa de fertilizar este álbum com pedaços do último álbum e de cada álbum que fizemos.

Mas esse estilo decorre por eu transformar poesia escrita em poesia oral, esta em poesia performática e, depois, em poesia rítmica. Depois que eu comecei a tentar fazer poesia com música ao vivo, eu queria que fosse um pouco mais agressiva e excitante".

Você também está fazendo algumas leituras de poesia, enquanto está na estrada. Conte-me um pouco sobre isso.

Shamaya: "Estamos fazendo várias vendas em lojas onde eu faço sessões de autógrafos e depois eu faço uma leitura do meu livro de poesia, 'Caught Screaming'. Para mim, não há realmente muita diferença entre escrever um poema e uma canção. Muitas das músicas que nós escrevemos começaram como poemas e depois foram unificados com os ritmos da música e da melodia. Uma vez feito, é fácil desenvolver em palavras".

Você e o [baixista] Evil J tocaram com muitos músicos diferentes ao longo dos anos. Agora o line-up está solidificado?

Shamaya: "Compusemos este álbum com os caras que participaram do primeiro trabalho - Rob Patterson nas guitarras e Moke na bateria. Foi muito legal escrever este álbum da forma como fizemos, que significou dois meses no estúdio escrevendo e gravando, tentando dar a este álbum vida, empolgação e som orgânico.

Quanto aos nossos músicos de turnê, nós excursionamos com os mesmos caras por dois anos. Não vejo nenhuma mudança a caminho, mas isso depende dos músicos - são eles que determinam se desejam ficar. Fazer turnês é uma vida dura e não é para qualquer um. Algumas pessoas decidem que querem mudar suas vidas e talvez ter uma família ou um emprego normal.

Isso acontece - fazemos isso desde 2001, e algumas pessoas descobrem que seus sonhos não são tão gloriosos quanto eles pensavam que era. Nós somos de uma classe trabalhadora e acreditamos em turnês. É difícil viver desta forma. Nossas apresentações são muito excitantes, cheias de paixão e energia, de uma forma que este não é o estilo de vida para os tímidos".

Você é conhecida por sempre ter muito a dizer em sua música sobre temas políticos e sociais. Quais temas estavam em sua mente enquanto você escrevia este álbum?

Shamaya: "Havia algumas coisas - a economia, o desemprego e as mesmas coisas velhas que estão sempre ao nosso redor - as duas guerras pelas quais lutamos - mega-corporações que tomam o controle de nossas vidas e tiram proveito, e a cultura farmacêutica deste país que continua a crescer apesar da sua hipocrisia gritante.

Você tem todas essas celebridades morrendo de overdose de medicação prescrita legalmente ou algo derivado do mesmo, e ainda existem ainda alguns medicamentos que são ilegais. Mas não importa o quão perigoso as drogas legais sejam, tudo o que eles têm de fazer é colocar um aviso no final".




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Sobre Karina Detrigiachi

Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.

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