Duff McKagan: "estamos esperando que apareça o cara certo"
Por Rafael Glezer
Fonte: eGigs.co.uk
Postado em 08 de maio de 2009
eGigs.com.uk recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista/ baixista/ vocalista Duff McKagan (DUFF MCKAGAN'S LOADED, VELVET REVOLVER, GUNS N' ROSES), que falou sobre a atual situação do VR, ainda sem vocalista, e contou um pouco do início de sua carreira.
eGigs.co.uk: Você ainda está fazendo alguma coisa com o VELVET REVOLVER ou a banda está "em espera" no momento?
Duff: "Bom, nós não temos um vocalista. Nós escrevemos todo o material mas ainda estamos procurando por um cantor. Estamos esperando que o cara certo apareça mas, com certeza, ainda não o temos. Nós trabalhamos com alguns caras, mas ele tem que estar 100% conosco em tudo que nós fizermos, nós precisamos 'ir para a guerra' juntos. Apareceram alguns caras que eu achei que eram perfeitos, mas ainda vamos achar o cara certo... Eles precisam ser ótimos, não só bons".
eGigs.co.uk: Você voltou a tocar guitarra com o LOADED. Você sempre tocou guitarra?
Duff: "A primeira banda em que eu estive se chamava THE VEINS e eu tocava baixo nela. Essa foi a minha primeira experiência, depois eu toquei bateria no começo dos anos 80 numa banda punk rock de turnês, mas eu também tocava guitarra em outra banda. Quando eu tinha 16, 17 anos, a banda se tornou ONE MINUTE WARNING, (e) eu mudei para guitarra base. Então a heroína chegou em Seattle mais ou menos em 83 e, em 84, eu soube que, desde que a heroína dominou Seattle, se eu quisesse continuar na música, eu tinha que sair de lá, e foi o que eu fiz. Mas eu era um guitarrista nesse ponto, então eu voei para Los Angeles, onde tinham guitarristas como Eddie Van Halen e Yngwie Malmsteen e eu era um guitarrista do tipo Johnny Thunders ou Pete Jones. Então eu soube que eu não poderia competir, e nem queria competir com esse tipo de música. Então, eu peguei um emprego na primeira hora que eu cheguei, conheci alguns caras e coloquei um anúncio no jornal, aí apareceram Slash e Steven (Adler). Eu decidi que se nós iríamos formar uma banda, eu seria o baixista, não iria tentar outras coisas. Eu fiz a minha própria gravação chamada 'Believe In Me' e toquei bateria, guitarra, baixo e fiz os vocais e toquei tudo em 1993. Eu toquei guitarra no meio dos anos 90 com Steve Jones. Todas as músicas que já escrevi, seja com o GUNS, VR ou LOADED, foram feitas na guitarra".
eGigs.co.uk: Então, para o estado da indústria musical, qual você diria que é a sua? Qual é a sua contribuição?
Duff: "Bom, você sabe que ela mudou. Ela mudou muito. Voltando ao fim dos anos 90, provavelmente até 98, uma turnê era feita para promover um disco. Você gastaria um bom tempo para fazer turnês, as pessoas vendiam tantos discos, que você podia sair numa turnê, e ela seria uma propaganda para o seu disco. Agora é totalmente o oposto. As pessoas não estão vendendo discos, então, para vender um disco, você tem que ter o máximo de marketing possível da sua gravadora para vender ingressos da sua turnê. As bandas estão fazendo turnês mais curtas, tentando conseguir o máximo de dinheiro que puderem com camisetas, e o show é o máximo disso tudo. Não tem mais essa de ficar em hóteis caros, isso se estiverem em um hotel. Esse tipo de coisa está sendo cortado, para que se tenha um lucro na sua turnê. Isso é totalmente possível, mas você tem que prestar atenção no que está fazendo".
eGigs.co.uk: Você acha que hoje é mais difícil para as novas bandas do que quando você começou?
Duff: "Eu não acho que é mais difícil; é diferente. Porra, cara, difícil era quando eu comecei, eram dias de punk rock - era 'faça você mesmo'. É como era naquela época. Quando eu comecei a fazer turnês e shows em 1979, quando eu tinha 13 anos, tudo era 'faça você mesmo'. Não tinha Internet, nós não tinhamos e-mail onde você tem contato com outros garotos em outras cidades. Só tinha orelhões, com moedas, e você tinha uma lista de números de telefone de casas de punk rock pelo país e era assim que você agendava uma turnê. Você ligava para a casa de punk rock e esperava que alguém respondesse, você sabe. Dizer quem você era, e perguntar se teria algum show em que você possivelmente pudesse tocar".
A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
O lendário vocalista que teve o dedão amputado por um anão de jardim no quintal
Amanda Somerville diagnosticada com tumor cerebral maligno e agressivo
As seis músicas mais importantes do Judas Priest, segundo K.K. Downing
Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
Sepultura, Titãs e Luiz Caldas levam o peso do rock ao Altas Horas deste sábado
O grande baterista que John Paul Jones jamais colocaria para tocar no Led Zeppelin
A música do Pink Floyd que foi cortada de "The Wall" mas todos acabaram conhecendo
Como o fim de um dos maiores supergrupos abriu caminho para um clássico que antecipou o metal
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
A melhor música de rock de cada ano entre 2010 e 2019, segundo a Loudwire
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Elton John lista e comenta suas músicas preferidas de todos os tempos
O único disco de rock que Elvis Presley gravou em toda sua carreira, segundo Pete Townshend
A banda que Pete Townshend gostava tanto que ele faltava a shows do The Who para ir ver

Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista



