Michael Kiske: "a cena Metal tem morais falsas"

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Por Felipe Ferraz, Fonte: MetalSymphony.com, Tradução
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MetalSymphony.com recentemente conduziu uma entrevista com o ex-vocalista do HELLOWEEN, Michael Kiske, na qual ele falou sobre seu novo álbum, suas crenças musicais e religiosas, o AVANTASIA, entre outros tópicos.

MetalSymphony.com: Eu vi que você incluiu (em seu novo álbum solo "Past In Different Ways", que conta com versões acústicas e versões totalmente refeitas de alguns clássicos do HELLOWEEN) algumas músicas do álbum (do HELLOWEEN) "Chameleon". Qual é a sua opinião sobre esse álbum? Por que você acha que tantos fãs do HELLOWEEN não gostam desse trabalho?

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Kiske: "Os melhores álbuns que nós fizemos (durante os meus tempos de HELLOWEEN) foram os 'Keepers', a meu ver, porque aquele era o tempo em que nós estávamos funcionando como uma banda. Após a saída do Kai Hansen (guitarrista), as coisas não funcionaram mais em um nível pessoal. O Sr. Weikath (o guitarrista do HELLOWEEN Michael Weikath) estava começando seus jogos de falsidade, especialmente pelas minhas costas. Mas eu acho que ‘Chameleon’ era um álbum honesto, e isso é tudo o que importa para mim no final. Mas não era mais um álbum da banda. Eu também acabei de regravar MINHAS PRÓPRIAS músicas do ‘Chameleon’".

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MetalSymphony.com: Você acha que aqueles fãs antigos do HELLOWEEN podem considerar (seu novo álbum solo) como um tipo de heresia devido a essas faixas de banda alemã (pelo fato de você ter escolhido regravá-las)?

Kiske: "Eu não me importo mais com esses tipos de papas e filisteus da música, eu devo dizer. Eu posso gravar minha própria música até como canções folk espanholas se eu quiser, e eu não preciso pedir a permissão de ninguém sobre isso. Eu pessoalmente acho, depois de como a banda me tratou e falou porcarias sobre mim após esses anos, que seria maior heresia NÃO pegar minhas bonitas músicas de volta. Isso faz moralmente muito sentido para mim; mas a cena metal tem morais totalmente falsas de qualquer jeito. Isso porque essa cena está puxando demais o saco de um falso deus – o anticristo. Eu não acredito nas morais do metal. Eu acredito em liberdade (= verdadeira) música e em Jesus Cristo."

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MetalSymphony.com: Qual é sua opinião sobre sua participação no novo álbum do AVANTASIA, sendo que você já participou dos primeiros álbuns do Tobias Sammet (líder do EDGUY e AVANTASIA). Você acha que com esse terceiro álbum, AVANTASIA está mudando seu foco musical para um novo mais próximo do rock e longe do heavy metal?

Kiske: "Eu gosto do novo material de Tobi e eu o apoio por ter a coragem de seguir em frente e ser um músico mais LIVRE. Músicos NUNCA devem fazer álbuns para agradar mercados ou criticas; ISSO é música falsa. Mas como eu disse, o mundo do metal tende a ter suas ‘próprias’ morais aqui... Como um músico LIVRE, você sempre será um ‘traidor’ para os fascistas do metal. Mas você tem de ser honesto consigo mesmo, porque isso faz música verdadeira. Se você não é honesto com si mesmo, você é um traidor de você mesmo e de DEUS. Nós dois sabemos que quando certas mentalidades te chamam de ‘verdadeiro’ novamente, mas é só uma mentira. O Metal geralmente adora inverter as coisas: moralidade, a cruz, o pentagrama, a verdade... Eu aprendi com o metal muito sobre o que é certo e o que é errado, então eu agradeço à cena por isso! Eu ainda posso aproveitar uma canção rock de bom coração, mas eu não preciso de falsas cenas musicais ou dogmas para seguir com minha vida. ‘Lost in Space’ (do AVANTASIA) é minha música favorita no álbum do Tobi. Infelizmente, meus vocais não entraram na versão do álbum, só na versão para download."




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Sobre Felipe Ferraz

Estudante de computação conformado com o futuro dos dedos em um teclado e longe dos fretes de uma guitarra, pois após muito tentar teve que admitir que, com sua sofrível técnica, nem se quisesse tocar no Calypso teria chance. Amante de Rock e Heavy Metal desde ouvir os primeiro acordes de "Iron Man" do Black Sabbath, não se prende a rótulos musicais, ouvindo tudo que lhe agrada. No geral sons pesados, melódicos e com muita guitarra, apesar de detestar exibições de virtuosismo desnecessárias nas músicas. Acompanha o Whiplash! desde os tempos de internet discada, tomando a feliz iniciativa de contribuir após desistir de virar notícia no site e encontrar o link de colaboração.

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