Jimmy Page relembra como era Keith Richards tocando para valer no estúdio
Por André Garcia
Postado em 01 de janeiro de 2024
Em 1974, Keith Richards já era lendário por seu hedonismo e pela variedade e dosagem de entorpecentes que utilizava. Para ele a vida era rock n roll a noite toda e festa todo dia. Por mais que estivesse para lá de Bagdá, ele ainda era um dos cabeças de uma das maiores bandas de rock do planeta.
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Há os que dizem que Keith bebia e se drogava até não conseguir mais tocar direito, e que inclusive seus maus hábitos haviam influenciado negativamente as caóticas gravações do "Exile On Main St." (1972).
Jimmy Page, que já fez uma jam com o Stones em 1974 que rendeu a faixa "Scarlet", nega isso veementemente. Em recente entrevista para a Uncut ele relembrou: "O que eu lembro mais é que o Keith estava firme, conduzindo e não cometia erros. Ele seguia em frente o tempo todo. E eu percebi o quanto ele era uma força poderosa por trás daquelas gravações dos Rolling Stones. Não havia dúvida sobre isso. Claro, eu poderia destacar a contribuição vital de cada um [dos membros], mas Keith realmente impulsionava aquilo."
"A coisa sobre o Keith é que o timing dele é muito bom e ele tem a imaginação para poder construir aqueles riffs maravilhosos — que são a força motriz por trás das gravações dos Stones, praticamente. Não apenas isso, mas ele também dava atenção ao violão de 12 cordas, onde ele fez 'Angie' e coisas assim. Então ele é extremamente versátil. E supercriativo. Se trata de alguém que conseguiu criar ótimos riffs década após década, e isso é bem notável. É para ser respeitado.
"Ele nos deu décadas de música maravilhosa e criativa, com uma atitude e personalidade que só poderiam ser do Keith Richards. Vamos torcer para que ele viva mais 80 anos. Quem sabe, talvez eu consiga tocar com ele novamente em mais uns 50 anos!"
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