Joe Satriani: o professor do rock no Brasil

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Por Rafael Carnovale
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Falar da importância do guitarrista Joe Satriani para a música é chover no molhado: seus sons são marcantes e o cara só foi (SÓ, devo ressaltar) professor de músicos como Steve Vai. E o carequinha está prestes a aportar por aqui para uma série de shows divulgando seu novo CD, "Professor Satchafunkilus And The Musterion Of Rock". Aproveitando uma pausa em seu giro norte-americano, batemos um papo exclusivo e bem interessante com o guitarrista.

Whiplash! – Joe, você está prestes a começar mais um giro sul-americano, coisa que vem fazendo com boa freqüência desde seu CD auto-intitulado (1995). O que espera para estes shows?

Joe Satriani – A turnê vem ocorrendo há 7 semanas, e estamos tocando 8 músicas do novo trabalho, mixadas àquelas que não podem ficar de fora de meus shows, e ainda incluindo algumas músicas que não estou executando há bastante tempo. Os shows têm sido bem energéticos e com uma vibração positiva. Mal posso esperar para ver os brasileiros cantando meus solos e gritando. É uma energia muito forte.

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Whiplash! – Isso poderá ser reforçado pelos músicos que o acompanham, já que além de Galen Henson (guitarras) e Jeff Campitelli (bateria) que vieram na turnê anterior, você estará trazendo Stuart Hamm no baixo...

Joe Satriani – (Interrompendo) Fico muito feliz em poder trazer essa galera comigo. São excelentes músicos e numa formação bem eclética e excitante. Temos funcionado muito bem no palco.

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Whiplash! – Você já disse em entrevistas que cada música e CD que lança expressa seu interior e o que passa ao seu redor. O que você quis mostrar com este novo trabalho?

Joe Satriani – Hummm... (Pensativo) acho que o que posso dizer é que o próprio título do CD mostra que o mesmo é uma coleção de músicas diferentes entre si, algo bem eclético e diversificado. Algumas músicas são bem positivas e energéticas, outras mais tristes, e outras mais excêntricas. Quis fazer algo totalmente diferente, um "mix" de todas as influências que tenho e absorvi nestes anos. Posso dizer que foi um CD que gravamos com o som rolando bem alto, e que exigiu bastante de toda a banda.

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Whiplash! – Vejo que este CD dá continuidade a sua carreira solo, mas você trouxe alguns elementos bem "funky" a este trabalho. Como se deu isso?

Joe Satriani – Naturalmente, devo confessar. No começo de minha carreira eu toquei muito em bandas de funk-music e "R&B". Ouvia muito James Brown, Sly And Family Stone, e ainda ouço. No meu primeiro CD já havia músicas com estes elementos, em "Flying In A Blue Dream" já trabalhei com isto também, e "Cool#9" é um exemplo claro de que sempre gostei deste tipo de som. É bem natural trazer esses elementos à tona, já que são parte de mim.

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Whiplash! – Você não tem colocado músicas aonde canta em seus shows... já pensou em executar mais números com vocal?

Joe Satriani – (Risos) Não sei... é algo que deixo rolar... se sentir que devo fazer eu faço sem problemas... mas é algo totalmente pessoal, que não trato como uma obrigação. Depende da lua! (Risos).

Whiplash! – Você começou o projeto G3 com Steve Vai e Kenny Wayne Shepard há 10 anos acho...

Joe Satriani – Na verdade são 12 anos.

Whiplash! – Vários músicos passaram pelo G3, mas Steve esteve em pelo menos 80% das encarnações do grupo. Já pensaram em gravar um CD juntos?

Joe Satriani – Eu adoraria fazer isso! (Empolgado). Eu e Steve somos grandes amigos e sei que ele também tem esse desejo. Pensamos em no futuro nos juntar para compor, mas por enquanto só estamos pensando na idéia.

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Whiplash! – Mudando o foco, você chegou a tocar com o Deep Purple quando Ritchie Blackmore saiu em 1993. Por problemas contratuais você teve que sair e Steve Morse foi escolhido para o posto. Consegue imaginar como o Purple seria se você tivesse permanecido na banda?

Joe Satriani – Não gosto nem de pensar, acredite. Não me sentia confortável em ocupar o posto de Ritchie Blackmore, de quem sou grande fã. Não daria certo se eu ficasse, porque não me sentiria bem. O Deep Purple precisava de alguém como Steve Morse, que pode ajudá-los a evoluir como banda, podendo muito bem suprir a ausência de Ritchie.

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Whiplash! – E você há tempos não integra uma banda...

Joe Satriani – (Interrompendo) Mas não foi algo que eu quisesse fazer. Sempre quis estar numa banda, mas fui evoluindo em minha carreira solo, e aqui estou. Mas estou com uma banda com Sammy Hagar e Michael Anthony, e está sendo demais.

Whiplash! – Falando nesta banda, o que você pode adiantar?

Joe Satriani – Pura energia! Um grupo forte de rock and roll anos 70. Sammy e Michael são grandes músicos e o resultado está soando matador. Mal posso esperar a chance de subir ao palco com eles.

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Whiplash! – E o que podemos esperar dos shows? Algo que você possa adiantar?

Joe Satriani – Muita energia. Stu está conosco e sua vibração é muito positiva. Podem esperar por um show bem energético. Iremos surpreendê-los.

Whiplash! – Voltando ao G3, você está sempre no comando do projeto. Já pensou em fazer uma turnê com guitarristas que ninguém espera ver no palco? Ou até mesmo algum brasileiro?

Joe Satriani – Penso no G3 o tempo todo, e preciso pelo menos parar 1 ano para organizá-lo antes de sair em turnê. O grande problema do que você citou (a escolha dos guitarristas) reside no fato que preciso que os promotores acreditem no show e concordem em levá-lo para seus países. Por isso muitas vezes fico limitado a quem levo comigo, sem contar que nem sempre as idéias inesperadas funcionam. Muitas vezes ouço os fãs, críticos, ou jogo tudo para o alto e penso no que eu queria fazer. Mas todo esse trabalho vale a pena quando começamos as turnês e viajamos para vários países num projeto que começou por diversão.

Whiplash! – Joe, obrigado pela entrevista. O espaço é seu:

Joe Satriani – Obrigado pela chance de falar aos brasileiros, e novamente quero deixar bem claro que vamos surpreender vocês. Fico feliz de poder tocar em vários lugares, e tê-los junto comigo nos shows.

Web-Site Oficial: http://www.joesatriani.com

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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