Doug Aldrich não gostou do "Holy Diver Live"

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Metal-Rules.com
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O jornalista Marko Syrjälä, do site Metal-Rules.com, conduziu recentemente uma entrevista com o guitarrista Doug Aldrich (WHITESNAKE), que não economizou críticas ao CD/DVD “Holy Diver Live”, de RONNIE JAMES DIO.

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Metal-Rules.com — É realmente verdade que David Coverdale queria trazer John Sykes de volta ao WHITESNAKE até você aparecer?

Doug Aldrich — Acho que ele chegou a falar com ele a respeito, mas acho que ele não se sentiu a vontade para voltar, ele queria seguir em frente.

Metal-Rules.com — Provavelmente por conta das desavenças do passado. Na verdade, falei com John há alguns anos quando ele estava no THIN LIZZY e ele sequer se sentia à vontade na hora de falar sobre o WHITESNAKE...

Aldrich — Bem, eu posso entender isso, mas você sabe, o WHITESNAKE sempre foi o David e quem quer que estivesse com David, esse lance sobre o WHITESNAKE original, membros originais para mim não são membros originais. Quando você fala de Sykes, Vandenberg, e Rudy Sarzo, todas essas pessoas, eles não são os membros originais para mim, os membros originais são provavelmente a primeira versão com Ian Paice e Jon Lord.

Metal-Rules.com — Na sua opinião, qual a formação mais original do WHITESNAKE?

Aldrich — Talvez a formação seguinte, que gravou “Live in the Heart of the City”, são os caras originais, mas ele não... vamos colocar da seguinte maneira. O WHITESNAKE tem muito material, e se você pega uma música como “Ain't No Love In the Heart of the City”, os caras que a gravaram são bons nela, mas eles não podem tocar o material da época do Sykes, provavelmente não tão bem como Sykes faria, ou caras como eu e Rudy Sarzo.

Metal-Rules.com — Quando “Killing the Dragon” saiu, foi bom demais ouvir faixas mais rápidas de DIO porque os trabalhos anteriores, como “Magica", “Strange Highways" e "Angry Machines” são apenas pesados, lentos, bem chatos para ser sincero.

Aldrich — Bem, o Ronnie ama esse material. E é aquela coisa também, as pessoas talvez ponham a culpa no Craig [Goldy, guitarrista da banda de DIO] mas é uma escolha de Ronnie, provavelmente ele é a razão pelo qual ‘Killing the Dragon’ acabou saindo mais rápido, com os solos mais curtos, porque o Ronnie estava cansado naquele ponto, ele só queria que a merda toda acabasse logo, por isso me deixou sozinho no estúdio, eu fiz o que quis, só o chamava no fim do dia e dizia: ‘ei, Ronnie, venha aqui e veja isso’, e ele dizi: ‘putz, brilhante!’. Acho que o que ele realmente curte é esse material mais lento, não é algo do tipo, como as pessoas podem pensar: ‘O Craig não toca com aquela garra mais’, mas talvez porque o Ronnie não queira, entende?

Metal-Rules.com — Já falamos sobre isso em outras oportunidades, mas você mencionou que não ficou satisfeito com o álbum “Holy Diver Live”.

Aldrich — Pois é, ele apenas não soa como deveria soar quando tocamos juntos antes, quer dizer, o Rudy [Sarzo, baixista] e o Simon [Wright, baterista] tocaram simplesmente demais, acho até que o solo de Simon foi legal, o Scott [Warren, tecladista] soou demais, mas o Ronnie estava cansado e ele não cantou o seu melhor. Ele cantou legal, mas ele estava estressado, ele teve mudar a turnê bem no meio. Fiquei na banda por uns sete shows, e eu não estava naquela velocidade, eu sequer sabia qual música tocar logo em seguida. Eu tinha que ficar olhando no repertório toda hora, ‘qual música é a próxima? como ela começa mesmo?’. Eu fui para ajudá-los e ver o que aconteceria no futuro, mas de repente tudo ficou como ‘o Doug está na banda, estamos fazendo um DVD’ e eu fiquei mais ou menos assim: ‘esperem, esperem, esperem’.

Originalmente, eu soube que seria uma filmagem para algo ao vivo, um tributo ao Ronnie ou algo que cobrisse toda sua carreira, mas acabou virando um DVD completo e eu não toquei o meu melhor, eu estava usando amplificadores alugados que soavam como lixo. Nós sequer fizemos uma passagem de som no dia em que gravamos esse DVD. E, no palco, eu e o Rudy simplesmente nos perdemos no som do palco, soava de um modo realmente bizarro. Então, ele teve que baixar seu baixo porque estava alto demais, estava detonando comigo.

Mas acho que há algumas músicas em que toquei muito bem, como no material do RAINBOW, e outras como ‘Gypsy’, mas em ‘Stand Up And Shout’ eu não fiquei feliz. Em ‘Holy Diver’ eu sequer me lembrava do solo, foi algo como: ‘ok, onde é que eles estão? Bom, vamos lá, vamos fazer uma jam’. E não ficou legal pra mim, e a mixagem eu também não gostei.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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