Anos 80: canções internacionais com nomes de garotas - VI
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 21 de janeiro de 2018
Garotas sempre serviram de inspiração para música pop. Pérfidas, adoráveis, inacessíveis. (Ex-) namoradas, amigas, mães, desconhecidas. Crianças, jovens, idosas.
Que tal voltar aos anos 1980, inflacionados da canções com nomes de garotas? O critério é listar uma música por artista (o Toto, por exemplo, gravou diversas com nomes femininos no título). Também não vale regravação, por isso, Cowboy Junkies, The Fall e Los Lobos ficaram de fora.
Sem dúvida, garotas ficarão de fora, por isso, se você lembrar de mais alguma, nos dê um toque.
Ao fim desta matéria, você encontrará os link para a primeira, segunda, terceira e quarta partes de nossa lista.
Continuemos a brincadeira!
Em 1989, o The Cult lançou Edie (Ciao Baby), em homenagem à falecida atriz Edie Sedgwigk, lolita de Andy Warhol.
The English Beat introduziu o ska na Inglaterra e influenciou grupos até no Brasil. Em 82, saíram-se com Jeanette, uma periguete rica.
O falecido Falco foi o único popstar austríaco a alcançar sucesso global. Em 86, Jeanny foi proibida em diversos países europeus por aparentemente justificar o assédio sexual. E a canção é super sem-graça, ainda por cima.
Em 81, o britânico Orchestral Maneuvers in the Dark (OMD) lançou a pérola synthpop Architecture & Morality, trazendo a canção Joan of Arc, que usa a santa francesa como metáfora para a dor do amor.
O neo-progressivo Marillion batizou seu maior sucesso com nome feminino inventado, Kayleigh (1985), sobre o doloroso fim de um relacionamento.
Billy Joel sugou os Beatles até a medula em sua Laura (82), sobre uma mulher problemática.
Em seu quarto álbum (1981), o Foreigner e seu rock de arena traziam Luanne, sobre um estudante doido por uma colega que não lhe dava bola. Típico rock sem rosto 80s.
Meio folk, meio prog, meio gótico, o All About Eve tirou seu nome de um filme de Bete Davis. De 88, seu álbum de estreia contem Martha’s Harbour, insossa canção sobre uma mulher que traga um homem.
Dave Mustaine e seu Megadeth lançaram Mary Jane em 1988.
O Guns’n’Roses dominou o mundo por alguns instantes. No multiplatinado Appetite For Destruction, Axl e Slash escreveram sobre Michelle, uma amiga da banda. Nada a ver com a Michelle dos Beatles; essa garota é cocaineira, a mãe morreu de overdose de heroína e o pai trabalha na indústria pornô. Mundo cão!
O sophistipop do Scritti Politti era respeitado a ponto de Miles Davis ter tocado seu trompete em Oh Patti (Don’t Feel Sorry for Loverboy), de 1988. A letra é uma mensagem de um homem imaturo pra sua ex.
Com sua vozinha, Christopher Cross foi um dos inventores do som característico do easy listening oitentista. De 83, Think of Laura é uma daquelas canções perfeitas para FMs adultas. Para quem pensa que bala perdida é produto exclusivamente nacional, a jovem do título realmente existiu e foi morta por uma, enquanto dirigia.
Em 1980, diva Jocelyn Brown colaborou na dançante Sadie (She Smokes), do mestizo Joe Bataan, sobre uma garota que solta fumaça de tão quente!
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Anos 80: canções internacionais com nomes de garotas
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