Paul McCartney: como é subir ao palco do Sir

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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Foto: David Capibaribe.
Foto: David Capibaribe.

"O show estava mesmo caminhando para o seu fim, mas não sem antes o PAUL realizar o "casamento" de Kenzo e Caroline, que durante todo o show exibiram um cartaz pedindo a benção do Padim Padre Paul e tiveram a honra de ser chamados ao palco, onde Kenzo, com menos palavras na boca que na cabeça, pediu a mão de Caroline, recebendo ambos um abraço do grande astro".

Fonte: Resenha - Paul McCartney (Arena Castelão, Fortaleza, 09/05/13)

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Este é um trecho da resenha que fiz para o show de PAUL MCCARTNEY, quando o sir esteve em Fortaleza para o maior show que a cidade já recebeu, no agora distante 9 de maio de 2013. Em comemoração à nova estada do baixista dos BEATLES em nosso país, conseguimos entrar em contato com o publicitário Kenzo Kimura e perguntamos para ele como foi participar de um show do maior artista vivo da atualidade de uma forma assim tão especial. Você confere a conversa logo abaixo:

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Acho que naquele dia 9 de maio você teve uma dupla emoção, que pouca gente tem a chance de ter. Primeiro por estar diante de um dos maiores astros vivos da música, o Paul McCartney. Depois por conseguir esse feito diante de 55 mil pessoas. Conte pra gente como foi toda essa emoção.

R: Eu que pergunto como foi, porque até hoje acho difícil de acreditar. É um daqueles momentos da vida que será eternamente lembrado. Vez por outra alguém me aborda relembrando o fato, aí caio na real de que tudo aquilo aconteceu de verdade. Bom, vamos lá. Aquele foi nosso quarto show do PAUL MCCARTNEY e nós já havíamos levado cartazes para outros. Mas nenhum com o pedido de casamento. Basicamente, a Carol passou quase o show inteiro segurando o cartaz e somente durante "Get Back", ou seja, já no bis, o Paul leu o cartaz e apontou pra gente. Na hora não acreditamos, aí no final da música ele apontou pra produção e para a gente, informando que nós subiríamos no palco. Imediatamente, todos vieram em nossa direção e nós assistimos "Yesterday" em cima do palco, uma cena que nunca irei esquecer. O estádio Castelão todo iluminado com o brilho dos celulares, o Paul de costas pra gente e nós sem sentirmos o chão. O resto está no YouTube.

Kenzo e Caroline em entrevista para o programa Frequência Beatles. Foto: Regina Santos
Kenzo e Caroline em entrevista para o programa Frequência Beatles. Foto: Regina Santos

Vocês foram abençoados por um "padre/pastor/celebrante" que, não é padre nem pastor mas é um grande ser-humano. Como está o relacionamento de vocês. Já casaram?

R: Casaremos agora, em dezembro. Vou mandar uma mensagem pro padrinho convidando pra festa.

E como foi naquele dia, em detalhes práticos, como foi a ideia de fazer o cartaz, que contato vocês tiveram com a produção do show, o que mais vocês podem lembrar de detalhe pra gente.

R: Não teve muito essa de detalhes práticos. Ao contrário do que alguém possa pensar, nós não tivemos contato algum com a produção do show e não tivemos qualquer tipo de ajuda para tal. Nós fizemos o cartaz de forma independente e pura e torcendo para os olhos dele nos encontrar em meio a tantos outros. Foi como ganhar na Mega-Sena.

Foto: Regina Santos
Foto: Regina Santos

Vocês tiveram mais algum contato com a produção do show, ou com o próprio Paul, desde aquele dia?

R: Até agora não. Nós vamos pro show de São Paulo. Caso alguém da produção esteja lendo essa matéria, e queira entrar em contato, seria um prazer imenso.

E como foi que vocês começaram a gostar do PAUL MCCARTNEY e da obra dos BEATLES? Que influência isso teve no namoro de vocês?

R: Nosso relacionamento foi praticamente construído em torno dos BEATLES. Nós nos conhecemos num show cover deles aqui em Fortaleza. Coincidentemente (ou não), no mesmo ano, o Paul anunciou sua volta ao Brasil, 21 anos após a primeira vinda. De lá pra cá, todos os anos vemos um show dele. 2010 em São Paulo, 2011 no Rio de Janeiro, 2012 em Recife, 2013 em Fortaleza e agora vamos pra São Paulo novamente. A influência é imensurável, pois estamos sempre ouvindo discos dos BEATLES, WINGS e carreira solo. É a trilha sonora da nossa vida.

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Vocês estão planejando ir para o show novamente em São Paulo. Eu acho que será impossível viver toda essa emoção novamente (mesmo que aconteça de vocês ganharem na Mega-Sena duas vezes e serem chamados pelo Paul novamente para o palco). O que vocês esperam desse show?

R: Não há como esperar menos do que algo espetacular. Se há uma coisa que o Paul já mostrou ao mundo é a sua capacidade de se reinventar. Cada show é uma nova experiência, novas músicas, novas surpresas. Vamos pro nosso quinto show com a sensação de ser o primeiro. Mas, dessa vez, não vamos ficar na grade. Queremos curtir o show com mais conforto e sem tanto empurra-empurra (acredite, o bicho pega lá na frente hehehe). Espero que ele chame outras pessoas para subir ao palco e que elas realizem o sonho de conhecer o maior artista que o mundo já viu.

E que outros artistas dividem o coração de vocês com o Paul?

R: Nossa, são tantos. Nós amamos música e ouvimos de tudo. Eu sou mais pro rock e metal, a Carol é mais pro pop e rock. Eu sou AC/DC, ela é Beyoncé. Eu sou DREAM THEATER, ela é Justin Timberlake. Eu sou RHAPSODY, ela é MAROON 5. Eu sou KRISIUN, ela é Michael Jackson. E por aí vai.

E esta será a pergunta mais óbvia que eu vou fazer: os filhos de vocês vão ser fãs de que artista?

R: Adivinha.




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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