Alice Cooper: a coleção de um fanático jovem paulistano

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Por Bárbara Benedetti
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Com uma coleção de mais de 200 itens, o fanático Marcelo Nucci, tem boas histórias para contar e acessórios para mostrar da "titia" Alice.

Escrevente técnico, estudante de direito e com 23 anos. Neste perfil sério que você acabou de imaginar, reside um verdadeiro fanático por rock'n'roll e mais do que isso: um dos maiores colecionadores de itens raros do rockstar Alice Cooper em nosso País.

A curiosidade e fanatismo de Marcelo não param nos itens colecionáveis, pois até mesmo tornar-se amigo dos integrantes da banda original ele o fez, e para isso, viajou até Nova Jersey em busca de mais um sonho "fãnático": conhecer pessoalmente estes mitos da música.

"Aos 8 anos de idade ganhei um CD do meu tio". O CD que mudou a vida de Marcelo para sempre foi o Constrictor, álbum lançado em 1986, cuja as músicas foram trilha sonora do filme "Sexta-feira 13, parte 6, Jason Vive". Foi assim que Vincent Damon Furnier, o conhecido Alice Cooper, surgiu em sua vida, mesmo passados 20 anos de carreira. O cantor teve seu auge no início dos anos setenta e foi pioneiro no modo de apresentação de seus shows, ficando conhecido pelas performances teatrais e músicas que chocavam a sociedade da época. Todo espetáculo, (como podemos realmente intitular já que as letras das músicas são verdadeiras histórias separadas por atos dentro do show e apresentadas por ele como se fosse um mestre de cerimônias), encontram-se diversos "Alices" espalhados entre os fãs, que se maqueiam de forma idêntica ao protagonista.

Foi em 2007, em Curitiba, com a turnê Psycho-drama, no Teatro Guaíra, que o rockeiro Marcelo Nucci presenciou pela primeira vez e bem de perto o show da "titia": "Fiquei na cadeira do meio da primeira fileira. Foi maravilhoso, chorei o show inteiro. Logo no começo eu gritava tanto que os repórteres que estavam na beira do palco olhavam para mim dando risada". De cartola coberta de sangue falso e maquiagem inspirada no álbum "Killer", chamou a atenção da própria banda: "Ele (Alice Cooper) olhou com cara de surpresa para mim, bateu na minha mão até. Ganhei palheta no meio do show. No final, os seguranças ainda me venderam o Set List do show, um dos itens mais legais que eu tenho. Levei quando fui conhecê-lo em 2009 e hoje ele está autografado".

O primeiro item da banda adquirido por ele foi o LP do Billion Dollar Babies, com todos os acessórios originais. A partir de então, aos 12 anos de idade, começou a criar contatos com vendedores do segmento e a coleção foi crescendo. "Creio que passe de 200, mas parei a contagem depois dos 150", afirma o colecionador.

Os itens mais mais raros de sua coleção, são o LP do School's Out, promocional, com a calcinha e o boletim de escola, autografados por todos os membros vivos da banda. Além disso, há também um LP do "Killer" lacrado, no qual Dennis Dunaway (baixista da primeira formação da banda) abriu um pedaço do lacre para que a banda autografasse. Por último, o maior destaque fica com a letra original da música "Be With You Awhile". "Apesar de ser uma música recente, o fato de ser a original que o Alice usou para criar a música é bem legal. Pedi para ele autografar o encarte do CD bem na letra dessa música", comenta Marcelo.

No entanto, todo colecionador tem itens digamos que estranhos em meio à sua coleção e os que considera ser os mais bizarros são: o urso de pelúcia maquiado de Alice Cooper, a arma promocional da música Love's a Loaded Gun (também autografada pelo Alice) e um pedaço da bexiga usada no fim do show de 2007.

"A maioria desses itens eu comprei em duplicada, para abrir um e manter outro novo. Os mais antigos acabo procurando comprar outro igual já aberto para não precisar abrir. Um único item tive que abrir, foi o single da Love's a Loaded Gun que vinha com uma promoção para ganhar uma viagem e ingressos VIP para conhecer o Alice. Abri para saber as perguntas da promoção", explica sobre como consegue manter tantos itens ainda lacrados.

Ainda sobre sua coleção, os livros de cabeceira e que ocupam lugar na biblioteca deste conhecedor de Alice Cooper, não podia ser diferente e traz livros raros com biografias em inglês e português. " Li todos eles sim. Alguns mais de uma vez. Sempre gostei de saber detalhes da vida dele. Na verdade, conheço tanto dele que no show de 2007 ninguém conhecia o set list do show, pois foi o primeiro da turnê. Porém, durante o show, eu conhecia tão bem as rotinas de palco e detalhes do show dele que antecipava para meu amigo que me acompanhou no show as duas músicas seguintes que ele iria tocar. Não errei uma". O livro mais raro é chamado "Me, Alice", uma biografia escrita em 1973, tendo somente uma tiragem. "Uma cópia chega a ultrapassar U$1.000,00 (mil dólares)", diz Marcelo. O exemplar dele está autografado pelo Alice. Ele costuma pesquisar bem os preços antes de realizar uma compra, mas se for um item único e caro, ele compra do mesmo jeito.

"Conheci o Alice em 2009, quando tinha 19 anos", conta. "A formação original da banda se reuniu para uma seção de autógrafos em Cherry Hill, NJ, para uma feira de terror chamada Monster Mania. Como uma reunião de todos os membros é muito rara de acontecer, não podia perder a chance. Comprei ingressos para a feira que garantiam a oportunidade de falar com o Alice e em 13 de março estava conhecendo meu ídolo. Foi uma experiência realmente única, pois todos ficaram impressionados com o fato de eu ter ido do Brasil até Nova Jersey apenas para conhecê-los. Fiquei amigo do guitarrista da banda, Michael Bruce, que chegou a me dar o endereço dele pra contato."

O fanático Marcelo conta como conseguiu essa aproximação, "Fiquei mais amigo do guitarrista, Micheal Bruce, pois quando cheguei no hotel onde a feira ocorreu eu era o único hóspede. Cheguei dois dias antes do início do evento, no mesmo dia que o Mike. Quando ele chegou ao hotel meu pai estava fumando e o viu. Conversei com ele no balcão do hotel mesmo."

Muito receptivo com o fã, o músico ficou surpreso com a distância percorrida apenas para conhecê-lo. "Ele tocou o começo da música Mary Ann no piano do hotel para mim! Tive sorte porque ele ficou no quarto em frente ao meu. Ouvi histórias sobre a vinda da banda ao Brasil em 1974, fui para o bar com o Mike. Ele fez um show com a nova banda, tocando clássicos do Alice e algumas músicas próprias". Marcelo mostrou que é brasileiro, "no final do show o assistente dele me perguntou se eu já o tinha conhecido, porque eu cantava e curtia o show com tanto entusiasmo e o resto do público ficava sentado assistindo ao show apenas. Ganhei as letras das músicas usadas pela banda para ensaiar e a palheta do Michael."

Mas para quem é fã nada basta. Em 2011, quando o Alice Cooper retornou ao Brasil para apresentar a turnê No More Mr. Nice Guy, Marcelo novamente encontrou seu ídolo. "Comprei ingressos VIP para o show. Como em 2007, comprei uma de cada modelo de camiseta vendida no show, gravei o show inteiro, e, no fim, conversei com ele novamente. Pedi para ele autografar minha foto com a banda original inteira reunida, o que surpreendeu ele um pouco. Conversei um pouco sobre o show, foi fantástico".

Além disso, conta que "gostaria de visitar Phoenix no Arizona para conhecer o restaurante dele. Tenho alguns quadros da unidade que fechou, todos pertenceram à coleção do próprio Alice antes de irem para o restaurante, mas infelizmente não conheço o lugar ainda. Também queria muito ver um show com a formação original da banda, coisa muito rara de acontecer." Quando fala de como gostaria de incrementar sua coleção, diz que "É uma maquiagem vendida a 2.99 dólares em 1973, hoje restaram cerca de 5 no mundo, muito raro."



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