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Iron Maiden: a história por trás de cinco canções clássicas

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Postado em 29 de setembro de 2012

Dentre os egressos da NWOBHM, o IRON MAIDEN ocupa o posto máximo entre seus pares. Após quase quatro décadas de atividade, a banda inglesa pisou os pés no frágil terreno do sucesso a partir de 1980 e nunca mais saiu. Das misturas entre o punk o metal do início, passando pelo metal quase progressivo, o IRON resistiu bravamente às drásticas mudanças de formação e aos modismos, lotando estádios em Londres ou em Singapura com a mesma facilidade.

Fórmula? Diferente do SAXON ou do ANVIL, o IRON se manteve em constante evolução sonora e, apesar de nunca ter significativamente modificado suas características, soube atualizar sua roupagem – veja, por exemplo, a diferença entre dois clássicos como "Running Free" e "Fear Of The Dark": enquanto o primeiro está devidamente localizado na estética suja e transgressora do final dos anos setenta/início dos 80, o segundo possuiu uma sonoridade mais trabalhada, alternando sua introdução elaborada de forma quase orquestral à porrada que se segue. Outro ponto de destaque: apesar de ser o rei dos singles em compacto, o IRON parece se preocupar de um modo peculiar com a composição do álbum como um todo, não deixando uma ou duas faixas "arrastarem" as demais. Por último, a presença do grande timoneiro, STEVE HARRIS, riffs de primeira e o aspecto visual da banda (sobretudo pelas mãos de DEREK RIGGS) garantem a medida certa ao grupo.

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No aspecto composicional, algumas faixas, além de serem primorosas, também são oriundas de histórias curiosas, ou ainda, detalhes interessantes em seu texto. Destacarei algumas baseado nesse critério, procurando me ater a apenas uma composição por álbum, traçando uma análise feita de acordo com relatos colhidos na bibliografia sobre a banda. Nessa primeira parte, falarei sobre cinco composições clássicas, produzidas entre os anos de 1980 e 1984:

"Running Free" (Iron Maiden, 1980): segundo PAUL DI´ANNO, a canção sobre não é autobiográfica: segundo ele, apesar do passado skinhead, ele nunca foi preso. "É uma música sobre ser livre e selvagem" diz.

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"Purgatory" (Killers, 1981): Segundo NICKO MCBRAIN (que ainda não fazia parte da banda quando do lançamento dessa música) em "The First Ten Years", "Purgatory" é uma releitura da própria banda da faixa "Floating", escrita ainda nos anos setenta. Remake ou não, a faixa é clássico absoluto da banda e, em minha opinião, encaixa, de fato, com a voz de PAUL DI´ANNO.

"Run To The Hills" (The Number Of The Best, 1982): Certamente entre as "Top 10" entre os fãs, "Run To The Hills" (cujo clipe oficial é fantástico), narra o conflito entre colonizadores europeus e os índios nativos do oeste americano durante o processo de expansão da conquista, mostrando as versões das duas pares sobre o conflito. Ainda, segundo consta na versão em inglês da Wikipedia, foi a inspiração para o METALLICA compor "Jump In The Fire". Quem disse que metal não é cultura?

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"The Trooper" (Piece Of Mind, 1983): tal qual a influência de ANN RAYND para as composições de NEIL PEART no RUSH, a canção escrita por STEVE HARRIS é inspirada na literatura – a fonte é o poema "The Charge of The Light Brigade de ALFRED TENNYSON, que por sua vez foi inspirado na Batalha de Balaclava, ocorrida em 1854 durante a Guerra da Criméia .

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"2 Minutes to Midnight" (Powerslave, 1984): o imaginário apocalíptico é sempre uma boa temática metal: "2 Minutes" é uma referência ao Relógio do Juízo Final, um parâmetro para um possível ataque nuclear em massa, ameaça real durante a Guerra Fria. Em setembro de 1953, durante testes de bomba de hidrôgenio por parte dos Estados Unidos e da União Soviética, o "relógio" chegou as 23:58 , o que simbolicamente representaria uma iminência para o ataque em questão - em outras palavras, o fim do Mundo.

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n'roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: [email protected].
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