Dream Theater - a volta de um dos gigantes do Prog Metal
Resenha - Parasomnia - Dream Theater
Por Marlon Aires
Postado em 22 de fevereiro de 2025
Depois de uma longa espera, o Dream Theater retorna com "Parasomnia", seu 16º álbum de estúdio, lançado em 7 de fevereiro de 2025, última sexta-feira. Este trabalho marca o aguardado retorno do baterista e membro fundador Mike Portnoy, que havia deixado a banda em 2010. A presença de Portnoy traz uma nova energia e coesão ao grupo, evidenciando sua importância não apenas como baterista, mas também como compositor e vocalista de apoio.
Como de costume, a banda criou um álbum totalmente conceitual. "Parasomnia" veio explorar temas relacionados a distúrbios do sono e fenômenos noturnos. O álbum conduz os ouvintes por uma jornada sonora de uma hora e onze minutos, abordando sonambulismo, terrores noturnos e figuras sombrias.
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A produção do álbum é impecável, com John Petrucci assumindo o papel de produtor e o engenheiro de longa data da banda, "Jimmy T", garantindo uma qualidade sonora excepcional. "Parasomnia" já pode ser considerado o álbum com a melhor sonoridade do Dream Theater até hoje, destacando-se pela clareza e profundidade de sua mixagem.
O álbum já começa com a emblemática "In the arms of Morpheus" que é uma instrumental pesada, densa e que realmente faz lembrar que você está em uma espécie de pesadelo, ou uma noite de sono atordoada. Após toda essa imersão, somos levados para "Night Terror" que foi o primeiro single lançado, e quem possui um refrão extremamente marcante. "A Broken Man" tem um clima meio cinematográfico. Aqui podemos ver que a banda realmente fez uma pesquisa sobre o assunto, mas, arrisco dizer que o personagem dessa história é o próprio Portnoy. Seguindo, temos "Dead Asleep" que peso ela possui. É extremamente interessante como a banda consegue trabalhar bem a temática, fazendo o ouvinte ter uma experiência auditiva primorosa. "Midnight Messiah" que também é um single, lembra "As I Am" com todo esse clima de Train of Thought com solos uníssonos e muito peso. "Are We Dreaming?" é apenas uma passagem, mas ela foi feita justamente para imergir o ouvinte. Por isso a importância de ouvir o álbum inteiro. "Bend the Clock" já pode ser considera uma das músicas que os fãs mais irão cantar, tenho total certeza disso. Com uma introdução marcante, com muito sentimento na voz e na guitarra, um refrão onde você vai ter a sensação que já ouviu ela alguma vez. Arrisco dizer que é uma das melhores baladas da banda. Para finalizar temos a "The Shadow Man Incident" que é uma daquelas clássicas músicas de mais de quinze minutos, que é uma das caraterísticas do Dream Theater.
"Parasomnia" é uma adição notável à discografia do Dream Theater, respeitando o legado da banda enquanto busca novas alturas. Este álbum oferece uma experiência que exige audições repetidas, revelando novas camadas a cada vez. É uma obra que os fãs desejarão revisitar repetidamente.
Em suma, "Parasomnia" solidifica o Dream Theater como mestres do metal progressivo, entregando um álbum que combina técnica, emoção e narrativa de maneira exemplar.
A BANDA É FORMADA POR:
James LaBrie nos vocais
John Petrucci nas guitarras
John Myung no baixo
Jordan Rudess nos teclados
Mike Portnoy na bateria
TRACK LIST PARASOMNIA:
1. "In the Arms of Morpheus"
2. "Night Terror"
3. "A Broken Man"
4. "Dead Asleep"
5. "Midnight Messiah"
6. "Are We Dreaming?"
7. "Bend the Clock"
8. "The Shadow Man Incident"
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