A banda de metal progressivo mais popular da história, segundo baixista do Symphony X
Por Gustavo Maiato
Postado em 15 de fevereiro de 2026
Às vésperas de mais uma passagem pelo Brasil, o Symphony X voltou a ocupar o centro das conversas entre fãs de metal técnico e progressivo. A banda norte-americana confirmou recentemente uma turnê pela América Latina celebrando 30 anos de carreira, com três shows no Brasil em março de 2026, marcando a décima visita do grupo ao país - um feito que reforça a forte conexão com o público brasileiro.
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É nesse contexto que o baixista Michael LePond comentou, em entrevista ao Whiplash.Net concedida durante a preparação da turnê, sobre rótulos dentro do metal progressivo e, inevitavelmente, sobre o Dream Theater, frequentemente apontado como o maior nome do gênero.
LePond começou relativizando classificações. Segundo ele, o Symphony X nunca coube confortavelmente em apenas uma gaveta. "É difícil colocar o Symphony X em uma única categoria", explicou. "A gente tem elementos de metal progressivo, mas também de power metal e metal sinfônico. Cruzamos muitos tipos diferentes de heavy metal." Para o baixista, o rótulo de "progressive metal" é aceitável, mas limitado diante da identidade mais ampla construída pela banda ao longo de três décadas.
Quando o assunto chegou ao Dream Theater, no entanto, o tom foi de reconhecimento absoluto. Para LePond, não há discussão sobre quem levou o metal progressivo ao grande público. "Eles foram a primeira banda que realmente apresentou o metal progressivo para as pessoas", afirmou. "Foram os primeiros a se tornarem populares nesse estilo."
A fala ganha peso pela experiência pessoal. O Symphony X já dividiu a estrada com o Dream Theater em duas turnês, o que permitiu convivência direta entre as bandas. "A gente saiu em turnê com eles duas vezes, conhecemos bem os caras", disse. "O Dream Theater é a banda de metal progressivo mais popular do mundo."
Longe de qualquer rivalidade, LePond fez questão de frisar o mérito. "Eles merecem tudo o que conquistaram", declarou. "A gente fica feliz por eles e espera, quem sabe, poder dividir a estrada novamente no futuro."
Enquanto o Dream Theater ocupa esse posto de referência global, o Symphony X segue celebrando sua própria trajetória. Sem lançar material inédito desde Underworld (2015), o grupo garante estar trabalhando em novidades para 2026. A atual turnê latino-americana - que passa por Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro - também funciona como uma grande retrospectiva de uma carreira marcada por virtuosismo, peso e composições épicas.
Com a formação estável desde 1999, reunindo Russell Allen, Michael Romeo, Michael LePond, Michael Pinella e Jason Rullo, o Symphony X chega ao Brasil reafirmando seu lugar como um dos nomes mais respeitados do metal progressivo mundial - mesmo reconhecendo, sem hesitar, quem ocupa o topo da popularidade dentro do gênero.
Confira a entrevista completa abaixo.
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