Dream Theater - Peso & Perturbação em Parasomnia
Resenha - Parasomnia - Dream Theater
Por JP Pretti
Postado em 10 de fevereiro de 2025
Nota: 8 ![]()
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Quando saiu a notícia da volta do baterista Mike Portnoy ao Dream Theater em 2023, pegou muitos de surpresa, outros nem tanto…
A verdade é que, mais cedo ou mais tarde, era meio que inevitável a volta de Mike Portnoy, um dos pilares da banda desde os primórdios lá em 1985, ajudando a moldar o som característico de músicas intrincadas, fora do padrão comum, complexas e muitas vezes longas, mas ao mesmo tempo única para um legado imenso de fãs ao redor do mundo.
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E para coroar essa volta, foi anunciado o lançamento do décimo sexto álbum de estúdio, intitulado Parasomnia. E como a própria banda declarou, lançado literalmente um ano depois do primeiro ensaio para compor as músicas novas.
Para quem olha apenas a arte do álbum, já imagina algo mais sombrio tanto nas músicas quanto nas letras, e de fato Parasomnia aborda questões mais perturbadoras relacionadas ao sono, como pesadelos e distúrbios, por exemplo.
Mas musicalmente, o álbum abre com a instrumental e perturbadora In The Arms Of Morpheus, com destaque para as linhas de baixo de John Myung e já quase no fim para o solo de John Petrucci, que consegue colocar peso e feeling como poucos.
Em seguida vem o primeiro single lançado ainda no ano passado Night Terror. Como o próprio título diz, o single é uma das mais sombrias e pesadas, ora trazendo momentos mais rápidos, ora mais cadenciados, com James LaBrie soando mais agressivo em vários momentos também. E novamente destaque para o solo de John Petrucci cheio de feeling em meio ao caos, no melhor sentido da palavra.
A Broken Man começa a mil por hora, cheia de groove, que vai se alternando no desenrolar da música com momentos mais intrincados, sendo uma das mais Prog Metal do álbum no sentido literal da palavra. Para mim o maior destaque do álbum é Midnight Messiah, com referências de Metallica dos anos oitenta, influência mais que declarada de John Petrucci.
Mas além de John Petrucci, destaque para James LaBrie, no qual eu tenho muitas ressalvas, principalmente ao vivo, mas que aqui encaixou muito bem. Midnight Messiah possui o melhor refrão do álbum!
Bend The Clock surge mais introspectiva, sendo a única balada no meio de todo o peso mencionado. Destaque novamente para James LaBrie, que soa muito bem nesse tipo de música mais intimista desde Images & Words quando entrou para a banda.
E por fim vem The Shadow Man Incident com os seus quase 20 minutos. Por ser uma música muito longa, The Shadow Man Incident possui várias nuances e mudanças de andamento, o que não poderia ser diferente… Apesar de ser menos inspirada que outras que a banda já lançou nessa linha, ainda assim é um dos destaques do álbum também, principalmente no solo de Jordan Rudess com influências de Flamenco.
Parasomnia lembra a mistura de Train Of Thought com Black Clouds & Silver Linings, o que é um elogio.
Assim como todo álbum do Dream Theater, há a necessidade de várias audições para cada um tirar uma conclusão mais específica de Parasomnia, que além de trazer Mike Portnoy de volta para o seu posto, a banda parece mais revigorada, com muita lenha para queimar ainda. Outro ponto é que Parasomnia soa muito melhor que seu antecessor A View From The Top Of The World, que pareceu meio sem tanta inspiração…
Dream Theater - Parasomnia ( 2025 )
1 - In The Arms Of Morpheus
2 - Night Terror
3 - A Broken Man
4 - Dead Asleep
5 - Midnight Messiah
6 - Are We Dreaming?
7 - Bend The Clock
8 - The Shadow Man Incident
Outras resenhas de Parasomnia - Dream Theater
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