A recomendação da gravadora na hora de entrevistar Mike Portnoy, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de fevereiro de 2026
Entrevistar músicos de bandas gigantes do metal progressivo costuma vir acompanhado de uma lista de "não pode". Evite falar de ex-integrantes, não toque em polêmicas, foque apenas no lançamento atual. Mas, segundo Regis Tadeu, no caso de sua conversa com Mike Portnoy, a história foi outra.
Em entrevista a Gustavo Maiato, do Whiplash.Net, Regis foi categórico ao comentar a postura de assessorias que tentam controlar o conteúdo. "Quando a assessoria impõe restrições ao que deve ou não ser perguntado, isso nunca é benéfico", afirmou. Ele revelou inclusive que já recusou entrevistas quando tentaram determinar previamente os temas proibidos. "Se eu vou fazer o papo, eu vou perguntar aquilo que eu quero perguntar, não o que vocês da assessoria determinam."
Dream Theater - Mais Novidades

No caso de Portnoy, porém, a única exigência foi prática. "A única recomendação que eu tive foi que a entrevista fosse curta", explicou. O motivo era simples: o baterista estava numa bateria intensa de entrevistas, e qualquer atraso provocaria um efeito dominó na agenda. Não houve veto a temas, nem imposição de pauta.
Regis Tadeu e Dream Theater
Isso não significa que Regis tenha feito perguntas protocolares. Ao falar sobre o Dream Theater, ele deixou clara sua opinião crítica. "O Dream Theater, tecnicamente falando, é muito bom. Só que as músicas são muito chatas", disparou. Segundo ele, o problema está na estrutura das composições: "São colagens de diferentes ideias que cada um traz. Como ninguém quer deixar a sua ideia de fora, colocam tudo na mesma música."
Como exemplo, citou o álbum Six Degrees of Inner Turbulence. "Tem uma música de 45 minutos. Quarenta e cinco minutos é um tempo inteiro de um jogo de futebol", ironizou. A crítica não é à técnica dos músicos, mas ao excesso estrutural que, em sua visão, compromete a fluidez.
Mesmo assim, Regis fez questão de separar as coisas quando o assunto é Portnoy. "Eu não deixei de comentar com ele que gosto muito mais dos trabalhos dele fora do Dream Theater do que do que ele faz no Dream Theater." Ou seja: houve liberdade total para expor opinião - algo que, segundo o próprio, só foi possível porque não houve interferência temática da gravadora.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
A música que David Gilmour vetou na reunião histórica do Pink Floyd
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A banda holandesa dos anos 1970 que Humberto Gessinger está ouvindo sem parar
O disco da "fase John Bush" que é o preferido de Scott Ian, guitarrista do Anthrax
A melhor fase do Accept de todos os tempos, segundo Wolf Hoffmann
A espécie de "Massacration europeu" com quem Bruno Sutter quer dividir o palco
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
G1 põe rock e metal como grandes vencedores do Top 10 de shows do Rock in Rio
Os dois piores álbuns da discografia do Kiss segundo seu vocalista Paul Stanley
Rafael Bittencourt explica por que o Angra voltou a olhar para a fase Andre Matos
A traição do Pink Floyd que Roger Waters engoliu a seco e teve que aceitar

Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
Mike Portnoy relembra álbum do Dream Theater que traz Torres Gêmeas em chamas na capa
As únicas 11 músicas do Dream Theater que são boas, segundo Regis Tadeu
Mike Portnoy coloca novo álbum do Mastodon como candidato a melhor disco de 2026
John Petrucci percebeu que poderia se tornar um bom guitarrista quando era adolescente
Semelhança: vocalistas de rock com vozes quase iguais
Seis músicos que não fazem mais parte das bandas que fundaram


