Anarkhon: novo disco confirma grupo como referência do blackened death metal mundial
Resenha - Obiasot Dwybat Ptnotun - Anarkhon
Por Mário Pescada
Postado em 11 de maio de 2023
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A história do ANARKHON é dividida entre duas fases: a primeira, como uma excelente banda de death metal voltada ao gore/splatter fortemente influenciada por CANNIBAL CORPSE da fase Chris Barnes, tanto pelo som extremamente técnico, quanto pelas letras, o que deixava os fãs do grupo norte-americano impressionados com tamanha semelhança.
Mas, depois de um hiato de quase sete anos, o grupo voltou as atividades e surpreendeu a todos na sua segunda fase, com o lançamento de "Phantasmagorical Personification Of The Death Temple" (2020), um disco que marcou não só o retorno do grupo a ativa, quanto uma mudança drástica no seu som.
Ok, não tão drástica assim, já que suas raízes death metal estavam ali, porém, o gore/splatter deu lugar para uma sonoridade mais obscura, com toques de doom, atmospheric e blackened death metal e letras abordando o desconhecido, uma mudança abraçada por mídia especializada e fãs.
Com seu novo e quinto disco, "Obiasot Dwybat Ptnotun" (2023), o grupo manteve o espírito do disco antecessor e ainda deu um passo adiante na sua evolução sonora.

Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O som continua brutal, com vocais guturais, bateria metranca (ou blast beat, que seja) e guitarras cortantes, tudo envolto em partes mais cadenciadas/ambientadas que dão uma quebrada no que poderia se tornar monotonia. A influência de escritor H.P Lovecraft nas letras permanece, abordando pesadelos, medos, mundos paralelos, monstros ancestrais, o universo, a morte e o desconhecido. O que não muda mesmo é a predileção batizar as músicas com longos títulos.
A atmosfera do disco, portanto, é densa e tensa, como se você estivesse preso em um pesadelo e não conseguisse acordar. Se o objetivo do disco era criar uma sensação de desconexão com a realidade, tirando do ouvinte a noção de ambientação, acertaram em cheio.
Gravado no DS Studios e mixado/masterizado por Henrique Lanz, a alta qualidade da gravação potencializa todo complexo som do grupo: mesmo com tantos elementos distintos, é possível, ainda assim ouvir perfeitamente cada um dos instrumentos, efeitos e afins - se for com fones de ouvido então, a imersão é maior ainda.
A capa, que serviria perfeitamente para ilustrar aquelas antigas revistas de terror, é obra do artista polonês Maciej Kamuda, cujo trabalho em "Disharmonium - Undreamable Abysses" (2022), disco dos franceses do BLUT AUS NORD, foi responsável pelo convite para assumir também o layout.
"Obiasot Dwybat Ptnotun" (2023) confirma o ANARKHON como um dos melhores do gênero, ao lado de grupos como INCANTATION, KRYPTS, SULPHUR AEON e SONNE ADAM. Com ele, a banda dá outro passo à frente e consegue se destacar mais uma vez no meio de tantos lançamentos.
Lançado pela gravadora Debemur Morti Productions, até então, o disco não teve anunciado seu lançamento por aqui.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
Turnê que Michale Graves faria pelo Brasil é cancelada um dia antes do início
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
Europe divulga "Come This Madness", faixa-título de seu próximo disco
Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
Dragonforce anuncia seu novo disco de estúdio e lança o single "Hunger of the Beast"
Cogumelo Records: 46 anos no coração do rock pesado de Belo Horizonte
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
A banda punk que fez John Lennon pensar "Era assim que os Beatles eram no começo"
A banda que pouca gente conhece que juntou membros do Angra e Biquini Cavadão
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
A canção que Raul Seixas gravou "por brincadeira", mas que seria cancelada hoje em dia
Vício: Phil Anselmo relata como é ser viciado em heroína
O vocalista que teve a chance de entrar no Iron Maiden, mas deixou o bonde passar

Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?
