Dream Theater: Um ao-vivo gravado no período pré pandemia
Resenha - Distant Memories - Dream Theater
Por Marlon Aires
Postado em 10 de fevereiro de 2021
Que o Dream Theater é uma das maiores bandas de Heavy Metal Progressivo de todos os tempos, isso não temos dúvidas, a banda já possui 30 anos de existência e a cada música que o público escuta, várias opiniões são formadas.
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Gravado no período pré pandemia no Hammersmith Apollo Theatre em Londres e lançado em outubro de 2020, o último álbum intitulado Distant Memories, é um registro do último álbum de estúdio da banda Distance Over Time, lançado em 2019 e uma celebração ao clássico de 1999, Metropolis, Pt. 2: Scenes from a Memory, que é executado na íntegra.
O show é a gravação do CD/DVD/Blu-Ray, este por sua vez, captura o Dream Theater em um ponto interessante da sua carreira. O Distance Over Time já tinha sido aclamado por muitos críticos e fãs como o melhor trabalho da era Mangini. Desde então, muitos consideravam o último grande álbum de estúdio. Porém, o Distance Over Time parecia atrair um nível de atenção e consideração que não tinha sido o mesmo quando se fala dos números de álbuns vendidos e o número de vezes que as músicas foram reproduzidas nos serviços de streaming.
A primeira parte do show começa com 6 faixas, e cerca de uma hora de duração, todas as canções pertencentes ao Distance Over Time são muito bem executadas em atuações ao vivo. De começo "Untethered Angel" mostra que é uma grande canção para abrir o espetáculo, com um riff extremamente marcante. Enquanto "Barstool Warrior" adquiriu talvez alguma dinâmica melhorada desde a versão gravada em estúdio com um groove ligeiramente mais descontraído, e com um solo de John Petrucci na parte do meio mostra o motivo pelo qual ele é considerado um dos melhores guitarristas do mundo. Como já havia falado anteriormente, o show é uma comemoração, logo, algumas faixas juntaram-se a algumas mais antigas que são bem elogiadas. "A Um exemplo é "Nightmare To Remember" do álbum Black Clouds & Silver Linings (2009) que é uma obra-prima sombria, contrastada pelo seu refrão edificante, enquanto "In The Presence of My Enemies Part 1", do álbum Systematic Chaos (2007) que a muito tempo não era tocada nos sets lists dos shows. E para finalizar, a épica "Pale Blue Dot", com um tom muito experimental, com uma pegada bem parecida com a tradicional já feita pela banda.
Na segunda metade do espetáculo: o icônico álbum "Scenes From A Memory" é tocado na íntegra pela primeira vez em muitos anos. Para muitos fãs, esse álbum é tido como o melhor da banda. Falando de uma perspectiva de áudio, a comparação mais próxima que eu poderia fazer seria a versão de 1994 de "Dark Side of the Moon do Pink Floyd" - Pulse live album/ DVD que é extremamente bem reproduzido e executado, com visuais e encenações surpreendentes, capturadas nos elementos de vídeo. A vitória para mim em relação ao álbum atual é o vídeo. A tecnologia avançou absurdamente desde a versão original, podemos ver imagens com altas definições e as animações podem dar vida à história. É uma história complicada, sobre o personagem Nicholas e a descoberta de sua vida passada. Porém o show consegue algo bastante excepcional, e é brilhantemente captada, com um equilíbrio entre as filmagens narrativas, além da excepcional execução das músicas.
Não há dúvidas de que neste álbum estaremos ouvindo mestres tocando, Petrucci, Myung, Rudess e Mangini cada um possui seu momento de destaque, e James LaBrie usa as suas melhores capacidades de frontman para grande efeito. Num ano em que os shows não foram possíveis, devido a pandemia de COVID-19 que ainda assombra o mundo, é maravilhoso ter este álbum conosco para nos lembrar o velho e bom heavy metal progressivo.
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