King Bird: a consolidação do Pássaro Rei com "Sunshine"
Resenha - Sunshine - King Bird
Por Daniel Cardoso
Postado em 08 de janeiro de 2021
Na resenha do sensacional "Jaywalker", deixei registradas minhas impressões relacionadas à imensa qualidade do material, um autêntico conjunto de composições com pegada, alma e aquela irresistível veia setentista que caracterizou o som do KING BIRD. Sim, os caras começaram com o pé direito, e seu Hard Rock vigoroso foi muitíssimo bem visto por público e crítica. Bom, até aí tudo certo, o Pássaro Rei batia as asas a toda velocidade e se aproximava da altitude de cruzeiro. Agora, se o voo seria tranquilo ou as turbulências da "pressão do segundo álbum" seriam sentidas... teríamos que esperar três aninhos para descobrir. Já adianto: valeu a pena.
A palavra chave deste "Sunshine": evolução. Sim, o som da banda ainda é aquele hard vigoroso/setentista/blueseiro e ao mesmo tempo moderno e sempre olhando pra frente, ainda que respeitando as raízes. O vocal segue sendo o espetacular João Luiz, e nas seis cordas temos em Silvio Lopes um verdadeiro expert em se tratando de feeling, pegada e bom gosto. A cozinha está de cara nova, com Fabio Cesar no baixo e Marcelo Ladwig na batera, e ambos geram aquela massa sonora de peso e criatividade que casa perfeitamente com o som dos membros fundadores. Apesar de mudar 50% da formação, a banda está coesa, firme e entrosadíssima.
Mas... então por que raios "evolução"?
As melodias, meus caros. Sim, todas, absolutamente todas as músicas de "Sunshine" demonstram o quanto esses caras subiram nos níveis da composição. Não que não houvessem boas melodias no debut (muito pelo contrário), mas o mesmo também possui aquela agradável crueza de um primeiro álbum. Já nesse, você reconhece todas as mesmas características da banda, mas agora acompanhadas por refrãos ainda mais pegajosos. Sem contar as pequenas e climáticas faixas instrumentais de abertura e encerramento, que deixam aquela impressão de que, definitivamente, a banda não queria que esse fosse apenas um simples álbum.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Road to ruin" arrebenta com seu riff a la stratocaster e levada energética. "I've been looking" trás a participação especial de Andreas Kisser nos solos (além dele, vários músicos sensacionais também aparecem em diferentes faixas), "Getting over my faith" tem guitarras encorpadas, "Here comes the Zeppelin" tem um certo clima oriental e arranjos excelentes, a faixa título é uma boa paulada, enquanto "Still drifitin'" e "Where are you Going" são tristes e belíssimas. Todas as faixas são dignas de destaque mas, claro, não posso deixar de mencionar "Cross the muddy river", com sua letra inspiradora e refrão inesquecível, além de guitarras faiscantes. Sensacional, uma de minhas favoritas da banda.
A imagem da capa é linda e a sensação do trabalho como um todo é de uma banda em plena forma, entrosada, alinhada e com fogo nos olhos. O KING BIRD se consolidava de vez. Depois desse trabalho, a banda lançou um EP ("Beyond the Rainbow", 2012, uma bela homenagem ao grande Dio) e... bom, na próxima resenha, veremos a estreia de um novo e importante membro pro bando, uma nova roupagem, um novo voo pro Pássaro Rei. Até lá, coloque esse "Sunshine" nos ouvidos e, novamente, ouça sem dó. Abraxxx e até a próxima.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
Apocalyptica confirma três shows no Brasil com turnê em homenagem ao Metallica
O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
Ele tem até bituca de cigarro; o fã de Iron Maiden tão fanático que apareceu no documentário
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
O cantor que Robert Plant elogiou: "Sabem quem acho que tem a melhor voz que já ouvi?"
A música do Genesis que a banda, constrangida, talvez preferisse apagar da história
A letra mais "cringe" da carreira do Foo Fighters segundo Dave Grohl
Ozzy Osbourne terá avatar digital que poderá conversar com os fãs
Sangramento nasal tira baterista de turnê do Savatage temporariamente
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
Woodstock Rock Store caminha para se tornar patrimônio cultural imaterial de São Paulo
A melhor capa de disco de todos os tempos, segundo Vinnie Paul
Tarja Turunen posta piada de duplo sentido e diverte fãs no Instagram
O hino que Ronnie James Dio considerava a música perfeita de Rock clássico
Produtor que fez 31 shows de Paul Di'Anno lembra como era convívio com o vocalista
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes

