Sacramentia: Quando o death metal bate de frente com um caminhão sem freio
Resenha - Prophecies Of Plague - Sacramentia
Por Alexandre Campos Capitão
Postado em 31 de outubro de 2020
Vinda do interior de São Paulo, Sacramentia está lançando seu primeiro álbum, Prophecies Of Plague. Mostrando um death metal que ronca como um Maverick V8, privilegiando a pilotagem e não a alta velocidade, sem receito de bater de frente com o thrash, sem receio de bater de frente com a NWOBHM, ou mesmo com um caminhão sem freio.
Formada por André Guimarães Vieira e Guilherme Mendes (guitarras), Guilherme Graça Melo (baixo e vocais), Leo Michelazzo (bateria) e Renan Bezan (vocais), o Sacramentia já nasceu grande.
A abertura com Scorn Fate explora um recurso simples, muitas vezes esquecido, que é o estéreo, pausando e soltando uma guitarra num dos canais, com um resultado pra lá de original. Logo de cara um resumo do que é o Sacramentia, ideias simples exploradas com muita criatividade. Que foda.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Scum é uma faixa groovada, que tem uma quebrada com dedilhado, embalada em timbres simples de guitarra e baixo, além de um ótimo refrão.
O groove continua na sequência, In Integrum Pandemonium é comandada pelo riff, também apresenta uma quebrada criativa, onde o baixo mostra suas garras.
Black Psalm tem uma pegada old school, simples e direta. Na sua intro, uma deliciosa citação gótica. Aproveito para destacar a mixagem desse disco, onde você ouve todos os instrumentos, inclusive o baixo, que tantas vezes a gente sente falta quando ouve metal.
Em Silent Sinner a intro é dedilhada, acompanhada por um texto declamado, que cai muito bem na proposta da banda. Vendo as fotos dos integrantes, o vocalista aparece encapuzado, sugerindo uma proposta teatral, que deixa curioso para vê-los ao vivo. O dedilhado volta no final.
Indo direto ao ponto, Necrolust blasfema. Gemidos femininos são ouvidos, enquanto a letra diz "wishing for holy images".
O baixo abre os trabalhos em Crucifiction, que tem um clima NWOBHM. A canção apresenta uma mudança de andamento no refrão e trecho declamado no meio, reforçando o conceito teatral do Sacramentia. Note que a grafia de crucificação é "crucifixion", e aqui a ideia remete a "fiction", ou seja, ficção. Um desses vários detalhes que diferenciam essa banda.
Falling State Of Mind inicia como marcha, depois ganha velocidade. Seu solo tem com muito uso da alavanca. Andreas Kisser ficaria orgulhoso.
A bateria com tom-tons de timbre alto abrem Ancient, produzindo um ótimo resultado.
O encerramento vem com Unknown Gods. Intro climática, palhetada rápida, evoluindo para uma canção que poderia estar no Killers do Iron Maiden, se Paul Di´Anno cantasse como um demônio. Ela finaliza de forma abrupta, mas não desligue, em alguns segundos você ouvirá o vento, o sino, o fogo queimando, e a música retornando, num momento que faria borrar a maquiagem de King Diamond, com excelente performance de guitarra. O último ato com a criatividade no topo.
Prophecies Of Plague vem em formato digipack, com uma arte gráfica de altíssimo nível e bela capa. O álbum foi lançado e está sendo distribuído pelo selo Extreme Sound, que vem se destacando ao lançar artistas do primeiro escalão, como Krisiun, Firespawn, e também novos nomes do death metal.
O sacramento do batismo do Sacramentia te leva direto para o sacramento da extrema unção.
Prophecies Of Plague é imperdível. Está sacramentado. Adquira já o seu.
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