Resenha - Deluge - Manilla Road
Por Diogo Muniz
Postado em 12 de outubro de 2020
O ano é 1986, e muitas bandas lançaram discos clássicos tais como "Master of Puppets", "Reign in Blood","Somewhere in Time", só para citar alguns dos mais emblemáticos. Esse foi um ano em que muitas bandas estavam inspiradas, e algumas inclusive atingindo o auge de sua criatividade. Com o Manilla Road não foi diferente, e o trio capitaneado por Mark Shelton lançou "The Deluge", seu disco mais pesado até então. Com uma produção caprichada e prezando sempre o peso e a qualidade das músicas, "The Deluge" pode facilmente figurar entre os grandes álbuns desse ano. Vale a pena também mencionar a capa que mostra a figura do deus Poseidon trazendo um dilúvio e destruindo uma cidade.

O disco abre com "Dementia", uma música rápida e pesada e que já dá uma boa pista do que o ouvinte irá ouvir nos próximos minutos
"Shadow in the Black" tem aquele começo mais introspectivo típico do Manila Road, mas rapidamente dá lugar para mais uma música rápida e pesada.
Quantas bandas você conhece que abordaram o tema da Joana D’arc em suas músicas? Pois bem, é essa a temática de "Divine Victim", mais um petardo daqueles que não dá para botar defeito. Apesar de manter o peso característico do álbum, é uma música que se fosse levada para as rádios teria potencial de atingir o grande público. É uma daquelas músicas que faz o publico agitar.

Em seguida temos "Hammer of the Witches", que como o título sugere já chega com o peso de um martelo. Uma música que aborda o tema da caça às bruxas e que ganha uma interpretação digna de elogios de Mark Shelton.
"Morbid Tabernacle" é uma vinheta de transição que tem todo um clima de terror, preparando o terreno para logo em seguida sermos conduzidos para a próxima canção, "Isle of the Dead". Com um começo lento e instigante, a música é mais um conto de terror, e não demora muito para ela ganhar peso e ficar ainda mais tenebrosa
"Taken by Storm" já começa como um murro na cara do ouvinte, uma música pesada e sem firulas. É incrível notar como a banda está entrosada. Aqui Mark Shelton nos brinda com vocais furiosos que dão todo o clima para a música. Além disso, o cara está com fome de guitarra, fazendo solos alucinantes sustentados pelos urros do baixo de Scott Park e pela bateria insana e cheia de viradas de Randy Foxe.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Como estamos tratando de Manilla Road é impossível ficar sem falar em músicas épicas, e a faixa título, "The Deluge", é uma verdadeira obra prima. Uma música com pouco mais de oito minutos e que é (oficialmente) dividida em três partes, cada uma com uma climatização diferente. A primeira parte ("Eye of the Sea") tem aquela introdução típica do Manilla, mais lenta, arrastada e viajada. Nela já temos todo um clima, como se estivéssemos prestes a entrar na cidade submersa de Atlântida. A porradaria começa mesmo é na segunda parte ("The Drowned Lands"), onde não restam dúvidas da destruição causada por Poseidon. Novamente temos um instrumental pesado e épico, com uma grande performance do trio. A hora do solo é simplesmente memorável, pois não apenas o solo é épico como também a cozinha de Scott Park e Randy Foxe se mostra violenta e precisa, com destaque para o timbre pesado do baixo.

Então a música vai para seu grand finale na terceira parte ("The Engulfed Cathedral"), onde temos um violão acompanhado de uma batida em rimo marcial, mostrando que mesmo após esse dilúvio sonoro os bravos são capazes de permanecer firmes.
A violência sonora não acabou ainda, e "Friction in Mass" retoma a sonoridade rápida e violenta, para então entrar num interlúdio no qual Mark Shelton recita a ascensão dos tritões e das górgonas que trarão guerra e desgraça. E mais uma vez somos brindados com uma canção bem executada e bem interpretada.
O disco encerra com "Rest in Pieces" que é uma instrumental onde temos Mark Shelton esmerilhando sua guitarra. Um final diferente e inusitado para o disco

"The Deluge" possui uma produção impecável, na qual todos os instrumentos estão nítidos e muito bem tocados. A banda se mostrou bastante afiada e entrosada, apresentando um disco coeso, desses que o ouvinte escuta do inicio ao fim e quando se dá conta está com vontade de ouvir novamente.
Tracklist:
Dementia
Shadow in the Black
Divine Victim
Hammer of the Witches
Morbid Tabernacle
Isle of the Dead
Taken by Storm
The Deluge
I – Eye of the Sea
II – The Drowned Lands
III - The Engulfed Cathedral
Friction in Mass
Rest in Pieces
FONTE: The Official Manilla Road Website
https://www.manillaroad.net/

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