Resenha - Virus - Haken
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 29 de julho de 2020
Nota: 9 ![]()
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Nossos cérebros mal haviam se recuperado do sacolejo a que foram submetidos em 2018 com Vector, e o sexteto inglês de metal progressivo Haken já reaparece com sua continuação: Virus, que teria sido lançada até antes, não fosse uma série de adiamentos provavelmente causados pelas limitações que a pandemia de COVID-19 impôs ao mundo.

E falando na doença, antes de iniciar uma campanha no Twitter para "cancelar" a banda por usar um título desse num momento em que todos os países do mundo (exceto o Brasil, aparentemente) lutam justamente contra um vírus, é interessante saber que, não só estava a obra praticamente pronta antes da pandemia, mas ela versa sobre os mesmos temas sanitários de seu antecessor, tornando seu nome algo convincentemente inocente.
A ideia da "dobradinha" é desenvolver o conceito de "Cockroach King", um dos destaques do clássico terceiro disco deles The Mountain. Assim, Virus é uma evolução bem natural do seu antecessor, tanto nas letras quanto no instrumental. As faixas variam em termos de duração, mas a maioria é bem pesada e crua - tão crua que relegou o tecladista Diego Tejeida a um pano de fundo que não lhe é costumaz em boa parte do tempo.

As comparações com Vector serão inevitáveis, especialmente porque é a primeira vez que o sexteto realiza dois lançamentos claramente conectados um ao outro.
As quatro primeiras faixas... não tenho nem o que falar, só sentir. "Prosthetic" é uma paulada do começo ao fim, com direito a passagens aos 3:45 que remetem a "The Count of Tuscany", do Dream Theater. As três seguintes ("Invasion", "Carousel", "The Strain") mantêm a peteca lá no alto, incursionando em facetas mais pop e atmosféricas vez ou outra (por exemplo, o refrão de "Carousel").
"Canary Yellow" é um trabalho bem sui generis, abandonando o peso em favor da melodia e da atmosfera envolvente. É a que recebeu o vídeo mais interessante, diga-se de passagem.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A música épica desta vez, "Messiah Complex", foi dividida em cinco canções menores ("covardes!", gritei mentalmente ao perceber que tinham "fatiado" a peça). Cada uma remete a um momento musical obviamente diferente dos demais.
A primeira parte ("Ivory Tower") tem um apelo relativamente mais pop, com vocais bem melódicos. A sua sucessora, porém ("A Glutton for Punishment"), inverte o jogo e vem com as pauladas mais fortes do disco inteiro. A sequência "Marigold" equilibra esses dois universos. "The Sect" recupera linhas e riffs de "Cockroach King" e é o momento em que Diego finalmente ganha um espaço mais digno - ele conseguiu até me enganar com um solo de teclado cujo timbre é tão fiel a um saxofone que eu tive de procurar quem era o suposto instrumentista convidado, até descobrir que era o próprio Diego.

E tudo se encerra na subfaixa principal, "Ectobius Rex". Com praticamente cinco minutos de duração, ela parece ser o lugar aonde as quatro outras queriam chegar, recuperando, de novo, temas de "Cockroach King" e o riff aparentemente inspirado em "The Count of Tuscany" que ouvimos em "Prosthetic".
Sobre as inevitáveis comparações com Vector, só posso dizer que este trabalho é, sim, melhor que seu "irmão mais velho", mas por uma margem bem apertada, e somente porque é mais diverso e mais longo.
E falando em duração, se o provável único defeito do quinto disco deles era ser curto demais, ele meio que acaba de perdê-lo agora que o sexto foi dado à luz; juntas, as obras estabelecem um diálogo musical sem ruídos na comunicação e somam mais de uma hora e meia do melhor do metal progressivo contemporâneo, feito pelo nome que caminha para assumir o lugar do Dream Theater como rei do gênero - se bobear, antes mesmo que o quinteto estadunidense encerre suas atividades.

Abaixo, o vídeo de "Prosthetic":
Track-list:
1. "Prosthetic"
2. "Invasion"
3. "Carousel"
4. "The Strain"
5. "Canary Yellow"
6. "Messiah Complex I: Ivory Tower"
7. "Messiah Complex II. A Glutton for Punishment"
8. "Messiah Complex III: Marygold"
9. "Messiah Complex IV: The Sect"
10. "Messiah Complex V: Ectobius Rex"
11. "Only Stars"
FONTE: Sinfonia de Ideias
https://bit.ly/hakenvirus

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