Encéfalo: A morte entronizada reina absoluta sobre tudo o que é vivo
Resenha - Deathrone - Encéfalo
Por Ricardo Cunha
Postado em 10 de março de 2020
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A BANDA
Banda formada em 2002 sem muitas pretensões. Fazendo covers de grandes nomes do thrash metal mundial, após várias apresentações e, devido ao natural amadurecimento dos músicos, resolveu elaborar suas próprias composições. Tendo como maiores influências, nomes como Sepultura, Kreator, Slayer e Destruction, entre outros, o grupo apresenta como diferencial, um repertório no qual mescla as características do puro thrash metal oitentista como elementos do heavy e do death metal tradicionais. Em 2008, lançou seu primeiro registro fonográfico, a demo entitulada Destruction. Contendo cinco músicas, a faixa-título, Dead Creation, havendo sido bastante elogiada, acabou se tornando o destaque da estreia. Sendo que, para os apreciadores do estilo, o trabalho como um todo é bastante elogiável. [...] Em 2012 lançam Slaves Of Pain (2012) e imediatamente embarcam numa tour pelo país. Em 2014, ainda como suporte ao álbum de estreia, a banda faz sua primeira turnê internacional se apresentando para plateias de países como Alemanha, República Tcheca, Polônia, Holanda, Bélgica, França, Espanha e Portugal. Ao todo foram 21 apresentações num período de aproximadamente 30 dias. No começo de 2015, após a gravação do álbum Die to Kill, a banda anuncia a saída do vocalista, guitarrista e um dos fundadores da banda, Alex Maramaldo. A formação permanece até hoje com Henrique Monteiro, Rodrigo Falconieri e Lailton Sousa.
O ÁLBUM
Desde sua época mais thrash metal a banda já mostrava personalidade, por isso, rapidamente se destacou no cenário nacional. A sua vocação para a música extrema é tão muito evidente que mesmo com o desligamento de Alex, os remanescentes mantiveram o ânimo e compensaram a falta de uma das guitarras com muito mais distorção e brutalidade. Aliás, se compararmos os dois últimos álbuns, veremos que o som da banda evoluiu para o extremo absoluto. Das letras ao logotipo; das composições ao instrumental, tudo se tornou mais maléfico e brutal. O disco abre ao som de violão clássico que lembra momentos similares de Death e Sepultura antigos. O tema central do álbum, como o próprio nome sugere é a morte, que reina absoluta sobre tudo o que é vivo. A referida intro cria um clima propício que nos põe em contato com uma realidade soturna capaz de confrontar nossos medos e nos prepara para o que virá. E o que se segue é um Death Metal brutal feito com convicção e força. Mas o mais importante sobre esse álbum é que a banda mudou com maturidade, ou seja, nada é gratuito ou sem sentido. Das instrumentais Intro e Hell às mais violentas como Visceral Sadism (que ganhou vídeo clip) e Food For Tyranny, é possível perceber que os caras trabalharam bastante desde a ideação até a elaboraram da obra. [...] DeaThrone é o disco através do qual a banda descobriu o seu com e lhe abriu muitas portas, inclusive convites para abertura de eventos importantes cujos headliners foram nomes de peso como Deicide, Belphegor e Sinister.
O QUE TEM DE BOM?
1) A produção, apesar de revelar-se um tanto amadora, é capaz de ressaltar as características mais importantes da música da banda: o peso e a brutalidade;
2) A duração do álbum, que é altamente coerente com o estilo praticado: 10 faixas em 41 minutos;
3) A precisão com a qual as "canções" são executadas.
O QUE PODERIA SER MELHOR?
1) Com aproximadamente 18 anos de estrada, Encéfalo é uma banda calejada. E, apesar de a produção/gravação do álbum atender aos pressupostos do gênero, ela poderia ser melhor.
SPOTIFY:
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que o Black Sabbath escreveu para "A Hora do Pesadelo 3"
Rolling Stones voltam ao estúdio apenas três meses após lançar novo álbum
12 bandas de rock que contam com apenas um membro original na formação
Dave Lombardo ainda escuta thrash metal? O próprio responde
Rockstar Games divulga rádio de GTA 6 com Kerry King e Tom Araya
A música contra o capitalismo desenfreado que rendeu milhões para a banda
Tobias Forge (Ghost) reativa sua banda de death metal, Repugnant
Tom Morello conta como se tornou fã de Nuno Bettencourt antes do sucesso do Extreme
A banda em que Matt Sorum mais gostou de tocar (não foi o Guns N' Roses)
Do início caótico ao último álbum, a discografia do Megadeth comentada por Mateus Ribeiro
Uriah Heep se manifesta após entrada de baixista no Judas Priest
Os 5 melhores discos do Slayer, segundo o Classic Rock History
Como seria o Pink Floyd se Syd Barrett tivesse permanecido na banda?
Teria o movimento punk zoado o Black Sabbath por pertencer a um "mundo antigo"?
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Queen - Brian May confessa até hoje sofrer com a síndrome do impostor "o tempo todo"
O clássico do Metallica que produtor considerava a "Kashmir dos anos 90"
A fase em que Bob Dylan foi mais brilhante, segundo Paul Simon



Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang



