Ouroborus: Fazendo enxergar beleza no pior dos mundos
Resenha - Emanations - Ouroborus
Por Ricardo Cunha
Postado em 21 de fevereiro de 2020
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A BANDA
Falamos do Ouroborus em duas ocasiões distintas: 1) a descoberta da banda através do EP "A Path To Extinction" e 2) o lançamento do seu primeiro álbum completo "Glorification of a Myth". Portanto, para saber mais sobre a banda, basta visitar o blog Esteriltipo clicando no banner acima. [...] A propósito, a formação que gravou o disco em questão conta com Michael Conti (baixo/vocal), David Horgan (bateria), Chris Jones (guitarra) e Evgeny Linnik (vocal).
O ÁLBUM
Havendo ganhado o respeito dos australianos antes do sucesso internacional, mesmo fazendo um tipo de música que é absolutamente underground, o Australian Council For The Arts (órgão do governo australiano para as artes) concedeu à banda uma doação de US $ 20.000 para financiar a produção do sucessor de "Glorification". Emanations tornou-se, assim, o projeto mais ambicioso da banda, que se empenhou na construção de algo épico e para tanto convidou Orquestra Sinfônicas de Praga para a colaboração nos arranjos. Dessa forma, o novo álbum passou a gerar expectativas em grande parte da imprensa australiana. Na ocasião o grupo concedeu entrevistas para inúmeros jornais nacionais, incluindo "The Australian", "Triple M", "Triple J", "3AW", "Heavy Magazine", "Revolver Magazine" e outros. A decisão de incorporar uma orquestra sinfônica ao trabalho do grupo foi em grande parte influenciada pela admiração da banda pela música clássica ocidental, bem como por sua vontade de quebrar paradigmas do death metal. Foi assim que surgiu Emanations, um álbum com uma aura carregada de forças ocultas oriundas da porção humana que se liga ao cosmos. O mais importante sobre este disco é que a banda simplesmente se recusou a repetir a fórmula que garantiu o sucesso do disco anterior. Há algumas mudanças, mas nada que desagrade. A grande diferença em relação ao trabalho anterior é que o grupo optou por algo mais introspectivo. E isto se pode ser interpretado no sentido que tudo é maior: os sentimentos de medo, de dor ou de ódio, tudo se dá no nível do Eu, por isso, e o estrago é no âmago do homem. A atmosfera sonora foi, de fato, enriquecida pelo trabalho com a orquestra, pois ela tem um poder ilimitado para evocar sentimentos e, juntos, conseguiram criar algo poderoso e emocionante.
O QUE HÁ DE BOM
1) Não há momento em que tenham perdido o controle de suas ações. Mantiveram o senso de direção/proporção mesmo diante do mar de possibilidades que a orquestra lhes oferecia; 2) Provaram mais uma vez que o metal pode harmônico e caótico; 3) atingiram a uma profundidade que aguça os sentidos para uma dimensão do Death Metal que permite enxergar beleza no pior dos mundos.
O QUE PODERIA SER MELHOR
Nada chamou minha atenção nesse sentido.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Dave Lombardo comenta lenda dos 33 minutos de "Reign in Blood"
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Metallica jogou fora o manual do heavy metal, segundo James Hetfield
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
Guitarrista de Michael Jackson mudou a vida de Nita Strauss
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
Iron Maiden se manifesta sobre apagão em show de Paris
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
Queen + Adam Lambert acabou? O próprio vocalista responde
As 20 músicas mais subestimadas do Iron Maiden, em lista da Classic Rock
A opinião de Mark "Barney" Greenway, do Napalm Death, sobre Lemmy e o Motörhead
Eric Clapton, o guitarrista impossível de gravar, no relato de Jimmy Page
James Hetfield, do Metallica, surpreende ao eleger sua música favorita
Por que Robert Plant "aprendeu a odiar" maior clássico da banda Led Zeppelin


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



