Tool: As pessoas irão amar ou odiar pelos mesmos motivos
Resenha - Fear Inoculum - Tool
Por Ricardo Cunha
Postado em 18 de novembro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Tool foi fundado em 1990 na cidade de Los Angeles/Califórnia. A formação atual conta com o baterista Danny Carey, o guitarrista Adam Jones, o vocalista Maynard James Keenan e o baixista Justin Chancellor.
No início, sua música continha mais elementos do heavy metal, mas logo passaram para algo mais alternativo. A principal marca da banda é o esforço para unificar numa mesma expressão a experimentação musical, as artes visuais adicionada de uma mensagem de evolução pessoal que continua até hoje.
13 anos após o lançamento do último álbum, muitos perderam a esperança de que a banda retornasse com algo inédito. Aos que perseveraram, podemos dizer que Fear Inoculum é o justo retorno para os investimentos depositados em espera e fé.
Depois de muitas reviravoltas e do consequente tempo perdido, como restabelecer o elo entre o que a banda significou e o que ela pretende ser? Bom, a idade chega para todos e, nesse caso, certamente influenciou positivamente. Depois de tantas intempéries Keenan amadureceu com dignidade e as transformações ocorridas na sua vida pessoal estão refletidas no seu modo de compor.
Nesse contexto, "Fear" é pode ser entendido como o disco em ele [James] mais confiou nos próprios instintos e no coração. Assim, a principal conseqüência disto para este trabalho, é que as pessoas irão amá-lo ou odiá-lo pelos mesmos motivos. Mas, no fundo, nada disso importa. O lançamento é uma boa oportunidade para reaprender a ouvir música, buscando identificar detalhes e nuances. E por falar nisso...
O que tem de bom?
A banda tem muitos méritos e o maior deles é o de operar de forma independente a do mercado e isso se reflete claramente na forma de compor. Por isso podemos dizer que aqui há [1] uma comunicação perfeita entre os músicos, que se mostram orientados pelo mesmo ideal de liberdade; [2] essa liberdade se exprime na música como efeito da autonomia para experimentar de uma forma consciente; [3] essa tomada de consciência, por sua vez, levou a banda a conseguir amarrar as músicas com nós quase indissolúveis.
O que poderia ser melhor?
Esse trabalho foi tão esperado pelos fãs que muitos diziam que era bom antes mesmo de ouvi-lo. Não nego sua importância para o momento atual, mas aconselhor ouvi-lo de forma consciente. Nesse sentido, [1] um disco com duração média de 60min já seria bom o bastante, pois 96min é demais para qualquer álbum, por mais inovador que seja; e [2] faixas como Litanie contre la Peur e Chocolate Chip Trip (por exemplo) tem claramente a função de prolongar a duração do disco, embora façam sentido no contexto da obra.
Conclusão:
O que temos aqui é um álbum de música progressiva que foge ao estereotipo do "Metal". Justamente por isso, surge como algo inovador. Aliás, como a muito não ouvia! É um trabalho ao mesmo tempo cerebral e emotivo em que a banda consegue transmitir sentimentos diversos e palpáveis. Nesse momento, depois de várias audições, afirmo que sim, é um dos melhores discos do ano. De qualquer forma, é cedo para abstrair os muitos segredos aqui contidos. Dessa forma, creio que as rugas e as linhas de expressão só se mostrarão verdadeiramente quando o mesmo for ouvido repetidas vezes.
Outras resenhas de Fear Inoculum - Tool
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
Alissa White-Gluz reflete sobre ser injustiçada e simbologia do Blue Medusa
Gary Holt expõe crise das turnês na Europa e exigência para bandas de abertura
"IA é o demônio", opina Michael Kiske, vocalista do Helloween
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Jimmy Page disponibiliza demo caseira inédita de clássico do Led Zeppelin
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis
A música que Robert Smith fez para deixar de ser gótico, e afastar parte dos fãs do The Cure
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
Dani Filth promete Cradle of Filth mais pesado em novo disco

Tool: Novo álbum surpreende ou decepciona?
"Tool virou música de velho", admite vocalista Maynard James Keenan
O Heavy Metal grita o que a Psicanálise tentou explicar
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?


